CHEGA quer suspensão imediata de manual sobre acompanhamento de reclusos trans

O Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução que recomenda ao Governo a suspensão imediata do Manual de Recomendações Técnicas Relativo ao Acompanhamento de Pessoas Transgénero Privadas de Liberdade, aprovado em 2022.

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O partido considera que o documento é “desadequado” à realidade dos estabelecimentos prisionais e que coloca em risco a segurança de guardas e reclusos.

Na exposição de motivos, o CHEGA argumenta que as prisões devem assegurar “segurança, ordem e dignidade” e que o Estado tem a obrigação de garantir condições de trabalho adequadas aos guardas prisionais e proteção para todos os reclusos.

O partido cita um caso recente envolvendo uma reclusa trans de 48 anos, condenada por vários crimes de furto e agressões, que terá atacado um guarda e mostrado comportamento violento para com outras detidas. A situação reacendeu críticas do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, que acusa a reclusa de usar a sua suposta identidade de género para “evitar o sistema prisional masculino”.

O documento critica várias orientações do manual em vigor, nomeadamente a possibilidade da pessoa trans se apresentar e expressar de acordo com o género com que se identifica, bem como a consideração da vontade do próprio recluso na decisão sobre o estabelecimento prisional ao qual é afeto.

Segundo o CHEGA, estas normas criam dificuldades operacionais, obrigam guardas a preocupações “em nada relacionadas com o seu papel” — como o uso de pronomes preferidos — e permitem que alterações na identidade de género tenham impacto direto na transferência de reclusos.

O partido considera ainda que a convivência entre reclusos com “fisionomias corporais completamente diferentes” pode gerar insegurança e potenciais casos de vitimização ou abuso, argumentando que os motivos para separar homens e mulheres em ambiente prisional “não desaparecem pela simples vontade do arguido”.

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A moção de censura caiu, mas o CHEGA não ficou sentado. Consumada a votação, toda a bancada se levantou e fez ecoar “demissão” pelo plenário, fechando um debate em que André Ventura responsabilizou Montenegro não apenas pela permanência de Luís Neves, mas também pelo rumo do Governo.
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Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, acusou o ministro de trocar os esclarecimentos prometidos por “propaganda barata” e perguntou-lhe diretamente quando abandona o cargo. Neves fechou a porta à demissão e colocou a bola no campo de Montenegro.
André Ventura responsabiliza o primeiro-ministro pela crise política em torno de Luís Neves e garante que a moção de censura poderia ter sido evitada se o ministro já tivesse abandonado o Governo. Presidente do CHEGA acusa ainda o Estado de ter mentido ao partido sobre os 144 mil euros associados à destruição dos produtos químicos e desafia os restantes partidos a escolherem de que lado ficam.
Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.
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Presidente do CHEGA anunciou esta quarta-feira que o partido deu entrada de uma moção de censura ao Governo e considera a decisão “irreversível”. André Ventura acusa Luís Neves de não esclarecer as suspeitas que têm marcado a polémica em torno do ministro, critica o silêncio de Montenegro e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
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