Trabalhadores dos impostos exigem reforço urgente da segurança em repartições da Grande Lisboa

O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) exigiu hoje o reforço urgente da segurança, após recentes disparos contra serviços de finanças da Grande Lisboa, durante a madrugada, e alertou para o agravamento do clima de segurança nos trabalhadores.

© D.R.

Em comunicado, o STI manifestou “a sua profunda preocupação e indignação face aos recentes disparos contra vidros dos Serviços de Finanças, na Grande Lisboa, ocorridos sempre de madrugada e, presumivelmente, a partir de um carro em andamento, conforme noticiado”.

O sindicato disse também estranhar que a administração da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) não tenha manifestado publicamente preocupações “ou tomado medidas concretas para reforço de segurança”.

“Estes acontecimentos, de extrema gravidade, vêm agravar o clima de insegurança sentido pelos trabalhadores da AT”, salientou o sindicato, apontando que, segundo dados de 2024, num universo de cerca de 10.000 trabalhadores, 60% foi vítima de agressões físicas ou verbais no exercício das suas funções.

Adicionalmente, o STI aponta ainda a “degradação progressiva dos espaços físicos da AT”, sem “condições mínimas de segurança”, com “falta de manutenção, equipamentos obsoletos e estruturas inadequadas para o atendimento ao público e trabalho inspetivo”, indicando mesmo não ser raro, em dias com muita chuva, chover dentro de alguns espaços.

“O STI apela ao Governo por medidas urgentes e concretas, nomeadamente: o reforço imediato da segurança em locais de risco, a avaliação técnica dos riscos existentes com implementação de protocolos de emergência, e a adequada formação dos quadros técnicos da AT para prevenir, mitigar e reagir, quando necessário, a estas situações”, vincou.

Últimas de Economia

A OCDE afirmou hoje que o mercado de arrendamento em Portugal “continua subdesenvolvido e fragmentado", com apenas 12% de famílias a declararem viver em casas arrendadas, e com os arrendamentos informais a poderem atingir até 60%.
As renegociações de crédito à habitação desceram em novembro para 414 milhões de euros, na primeira queda em cadeia desde junho, segundo dados hoje publicados pelo Banco de Portugal (BdP).
As novas tabelas de retenção na fonte do IRS que se vão aplicar aos salários e pensões de 2026 foram publicadas hoje no Portal das Finanças, refletindo a descida do IRS e garantindo isenção de tributação até aos 920 euros.
Os bancos portugueses utilizaram até novembro 52,8% do montante total atribuído pelo Estado no âmbito da garantia pública para compra de casa por jovens até aos 35 anos, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
O novo ano arranca com a prestação da casa a subir para créditos com taxa variável a três e seis meses, a maioria dos contratos de empréstimos à habitação em Portugal, segundo a simulação da Deco Proteste.
A Comissão Europeia prolongou hoje os prazos para que as companhias aéreas SATA e TAP concluam a alienação de ativos, condição para as ajudas à reestruturação concedidas pelo Governo.
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais cresceram 6,3% de janeiro a outubro de 2025, tendo os fogos licenciados em novas construções aumentado 22,2% e o consumo de cimento subido 1,8%, segundo a AICCOPN.
O número de novos veículos colocados em circulação atingiu 264.821 no acumulado de 2025, o que representa um aumento de 6,2% face ao mesmo período de 2024, divulgou hoje a Associação Automóvel de Portugal (ACAP).
Os preços de oferta das casas anunciadas em Portugal subiram 6,8% em dezembro face ao mesmo mês de 2024, segundo o índice de preços do Idealista, portal 'online' de imobiliário do mercado nacional.
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, recebe cerca de 726.000 euros por ano, segundo uma análise do Financial Times, mais 55,8% do que o salário base oficial comunicado pelo instituto emissor (466.000 euros).