Em declarações à Lusa, o presidente do STEPH, Rui Lázaro, explicou que estas ambulâncias de emergência médica estão em Portimão, Alcantarilha, Quarteira (duas), Faro e Olhão.
Questionado pela Lusa, disse que os únicos meios operacionais disponíveis até às 13h00 eram as quatro ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV), sediadas em Loulé, Lagoa, Tavira e Vila Real de Santo António.
Rui Lázaro adiantou, no passado, para poder reforçar as ambulâncias sem meios humanos para poderem funcionar, já foram deslocados técnicos das regiões Norte e Centro para Lisboa e Vale do Tejo e Algarve.
Os dados disponibilizados pelo INEM divulgados na sexta-feira pelo jornal Público indicam que, entre janeiro e novembro do ano passado, as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) do instituto ficaram inoperacionais 9.172 horas.
É necessário voltar a 2013 para encontrar uma taxa mais alta de paragem naquele que é um dos meios mais diferenciados de socorro no país, composto por uma equipe com um médico e um enfermeiro. Já as ambulâncias SIV são tripuladas por um enfermeiro e um técnico de emergência pré-hospitalar.
Os dados relativos ao ano passado não permitem saber quais são os motivos das indisponibilidades das viagens médicas, mas historicamente a falta de tripulação é a principal justificativa.
Há uma semana, o canal de televisão SIC noticiou que seis VMER, das regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, estavam paradas na véspera de Natal por falta de meios.
Na sexta-feira, a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) anunciou a criação de uma ‘task-force’ de quatro ambulâncias dos bombeiros da Ajuda, Cabo Ruivo, Camarate e Cascais para socorro pré-hospitalar este fim de semana, mas estas viaturas estão sediadas no Lumiar, na margem Norte do Tejo.