Líder parlamentar do CHEGA desafia Montenegro: “Ou está com o socialismo ou com quem o combate”

Pedro Pinto, líder parlamentar do CHEGA, desafia o primeiro-ministro a assumir de que lado está nas presidenciais. Para o CHEGA, apoiar um candidato socialista depois de criticar o PS é incoerente e a direita tem agora uma oportunidade histórica de travar o socialismo em Belém.

© Folha Nacional

No debate quinzenal realizado esta quarta-feira, que assinala o regresso pleno da atividade parlamentar, o líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto traçou uma linha clara no hemiciclo. Para o deputado, a segunda volta das presidenciais colocou o país perante uma escolha “sem ambiguidades”: “entre quem quer o socialismo e quem o combate”.

Pedro Pinto apontou as responsabilidades que atribui a décadas de governação socialista, enumerando “o caos na saúde, a imigração descontrolada, impostos sucessivos e a insegurança nas ruas”. Nesse contexto, avisou que não faz sentido criticar o PS para, depois, “dar-lhe a mão” na eleição do próximo Presidente da República.

O deputado lançou ainda um desafio direto ao primeiro-ministro, exigindo uma tomada de posição clara: “Não pode ficar em cima do muro. Vai estar ao lado do socialismo ou de quem o combate?”. Para o CHEGA, a direita enfrenta “uma oportunidade única” de impedir o regresso do socialismo a Belém — uma decisão que, sublinha, exige clareza e coerência políticas.

“O único consórcio que CHEGA tem é com os portugueses. Mas é preciso fazer pontes com o futuro Presidente da República. Não basta dizermos que somos o Ronaldo e jogarmos à defesa. Prefere apoiar um candidato com quem tem feito pontes, nos impostos, na imigração ilegal, ou prefere apoiar um candidato socialista apoiado pelo Livre, PCP e Bloco de Esquerda?”, questionou o líder parlamentar do CHEGA.

Últimas de Política Nacional

Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.
O líder do CHEGA contesta limitações ao objeto da comissão de inquérito e quer escrutinar toda a passagem de Luís Neves pela direção da PJ, incluindo o seu afastamento da Operação Influencer e perceber se decisões tomadas durante o mandato sofreram influência política.
Luís Montenegro vai enfrentar o debate da moção de censura apresentada pelo CHEGA no dia 8 de setembro, às 15h00. Partidos decidiram acelerar os prazos para que o país não fique à espera de uma resposta política à iniciativa apresentada na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Presidente do CHEGA anunciou esta quarta-feira que o partido deu entrada de uma moção de censura ao Governo e considera a decisão “irreversível”. André Ventura acusa Luís Neves de não esclarecer as suspeitas que têm marcado a polémica em torno do ministro, critica o silêncio de Montenegro e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA quer saber como Portugal vai pagar as novas fragatas e quanto custarão os juros. Ventura acusa ainda o Governo de ter adotado a “escola Luís Neves”: “Fala quando quer, sobre o que quer.”
Adjuntos, assessores e chefes de gabinete passaram dos corredores do Governo para lugares na Administração Pública. Em 17 casos, entraram em regime de substituição e, em dois, o percurso já terminou com uma nomeação por cinco anos.
Partido liderado por André Ventura questiona o Governo sobre o destino das habitações financiadas pelo PRR e pelo 1.º Direito e exige números sobre os beneficiários. Perante milhares de portugueses à procura de casa e uma oferta pública escassa, o CHEGA defende prioridade para cidadãos nacionais e para quem demonstre uma ligação duradoura e contributiva ao país.
Presidente do CHEGA considera que Luís Montenegro perdeu autoridade sobre o ministro da Administração Interna e avisa que, se não houver uma decisão sobre Luís Neves, o partido admite avançar com uma moção de censura. André Ventura acusa o ministro de ter arrastado o país para um “lamaçal político” e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA considera “absolutamente razoável” o projeto que proíbe a mudança de sexo em menores de idade e reafirma a intenção de manter a iniciativa, rejeitando o apelo da ONU para que seja retirada ou revista.
Bancada de André Ventura apresentou dois projetos de lei, 14 projetos de resolução e avançou com a comissão de inquérito à liderança de Luís Neves na PJ. Somam-se ainda 28 perguntas dirigidas ao Governo.