Governo pede novo adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro

O Governo requereu esta quinta-feira, 12 de fevereiro, ao presidente da Assembleia da República novo adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, previsto para sexta-feira, devido ao agravamento da situação na região centro em consequência das condições meteorológicas extremas.

© Folha Nacional

Face a este pedido do Governo, José Pedro Aguiar-Branco vai agora consultar os partidos com representação parlamentar sobre a possibilidade de se encontrar uma nova data para o debate quinzenal da Assembleia da República, que já tinha sido adiado de quarta-feira para sexta-feira.

Na quarta-feira, também devido à situação na região de Coimbra, atingida por inundações, os partidos, por consenso, após uma reunião da conferência de líderes extraordinária, remarcaram o debate quinzenal para sexta-feira às 10:00. Uma decisão que possibilitou que Luís Montenegro se deslocasse às zonas do rio Mondego atingidas pelas inundações, juntamente com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Agora, o Governo considera que se assistiu a um novo agravamento substancial das condições meteorológicas extremas após a reunião da conferência de líderes de quarta-feira à tarde – altura em que se decidiu remarcar o debate para sexta-feira, às 10:00.

O Governo alega que na região de Coimbra há neste momento milhares de pessoas desalojadas e a autoestrada Lisboa/Porto está interrompida devido à rutura de um dique no rio Mondego. Por outro lado, ainda no domínio dos transportes, aponta-se que está também interrompida a circulação ferroviária na Linha do Norte.

Perante este quadro, o Governo entende que não se encontram reunidas as condições para a realização do debate quinzenal no parlamento, já que o primeiro-ministro, entre outras razões, tem necessidade de estar no terreno, no acompanhamento direto da situação.

Os partidos terão agora de conferir unanimidade à decisão de remarcar, pela segunda vez, o debate quinzenal com Luís Montenegro na Assembleia da República.

Na quarta-feira, a Iniciativa Liberal foi a única bancada do parlamento que se opôs à remarcação do debate quinzenal de quarta para sexta-feira, considerando que nesta semana o país ainda estará sob más condições meteorológicas, com chuvas intensas e persistentes, com consequências graves em termos de inundações. Foi o que se passou, precisamente, a partir de quarta-feira à tarde em Coimbra.

Mondego em situação de risco com barragem da Aguieira a 99%. Reparação do troço da A1 irá demorar semanas

Últimas de Política Nacional

O CHEGA aparece à frente do Partido Socialista (PS) nas intenções de voto dos inquéritos feitos online durante o mês de agosto.
O líder do CHEGA, André Ventura, reagiu com "estupefação" ao processo judicial anunciado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, acusando o Governo de "opacidade e arrogância". O político insistiu ainda na exigência de esclarecimentos sobre a compra de três fragatas a Itália e sobre alegadas comissões de intermediação.
O CHEGA considerou "de uma enorme gravidade" a decisão do Presidente da República de enviar para o Tribunal Constitucional o decreto sobre retorno de estrangeiros, sustentando tratar-se de "uma irresponsabilidade".
O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.
O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Luís Neves está novamente no centro da polémica. O atual ministro da Administração Interna vai ser julgado no Tribunal de Contas por infrações financeiras cometidas quando era diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), num caso relacionado com contratos públicos que, segundo o tribunal, não cumpriram as regras da contratação pública.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O movimento de professores Missão Escola Pública (MEP) considerou hoje que será "praticamente impossível" concluir as reapreciações da 1.ª fase dos exames nacionais até sexta-feira, relatando casos de docentes convocados nos últimos dias.
O presidente do Chega considerou ontem que os dados sobre a dívida pública evidenciam uma "péssima gestão" do Governo, além de uma "enorme incompetência", e defendeu que este "é um dado que não deve ser desvalorizado".