PSD e PS ‘aproveitam’ tempestade para aprovar lei que controla e censura redes sociais

PSD e PS avançam com um pacote legislativo que reforça a regulação das plataformas digitais e impõe novas restrições ao acesso às redes sociais por menores, fixando os 16 anos como idade mínima para utilização autónoma.

© Folha Nacional

Em plena crise provocada pelas tempestades e com o Parlamento concentrado em audições sobre Proteção Civil, PSD e PS avançaram com dois dossiês na área digital: o reforço da regulação das plataformas online e a proibição do acesso livre às redes sociais por menores de 16 anos.

Por um lado, relata a SIC Notícias, foi viabilizada a adaptação nacional ao Regulamento dos Serviços Digitais (Digital Services Act), que impõe novas obrigações às plataformas no combate à desinformação e a conteúdos ilegais. O Governo defende que a medida visa proteger os utilizadores e aumentar a transparência das grandes tecnológicas.

Por outro lado, o projeto de lei do PSD, com apoio anunciado do PS, estabelece os 16 anos como idade mínima para acesso autónomo a redes sociais como Instagram, TikTok ou Facebook. Entre os 13 e os 16 anos, o acesso dependerá de consentimento parental expresso e verificado, através da Chave Móvel Digital. As plataformas ficarão obrigadas a implementar mecanismos de verificação de idade, sobretudo quando estejam em causa conteúdos potencialmente nocivos.

Os socialistas admitem discutir pormenores técnicos na especialidade, mas confirmam concordância de princípio com o diploma, invocando estudos que apontam para impactos negativos das redes sociais nos jovens.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA aparece à frente do Partido Socialista (PS) nas intenções de voto dos inquéritos feitos online durante o mês de agosto.
O líder do CHEGA, André Ventura, reagiu com "estupefação" ao processo judicial anunciado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, acusando o Governo de "opacidade e arrogância". O político insistiu ainda na exigência de esclarecimentos sobre a compra de três fragatas a Itália e sobre alegadas comissões de intermediação.
O CHEGA considerou "de uma enorme gravidade" a decisão do Presidente da República de enviar para o Tribunal Constitucional o decreto sobre retorno de estrangeiros, sustentando tratar-se de "uma irresponsabilidade".
O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.
O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Luís Neves está novamente no centro da polémica. O atual ministro da Administração Interna vai ser julgado no Tribunal de Contas por infrações financeiras cometidas quando era diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), num caso relacionado com contratos públicos que, segundo o tribunal, não cumpriram as regras da contratação pública.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O movimento de professores Missão Escola Pública (MEP) considerou hoje que será "praticamente impossível" concluir as reapreciações da 1.ª fase dos exames nacionais até sexta-feira, relatando casos de docentes convocados nos últimos dias.
O presidente do Chega considerou ontem que os dados sobre a dívida pública evidenciam uma "péssima gestão" do Governo, além de uma "enorme incompetência", e defendeu que este "é um dado que não deve ser desvalorizado".