Ventura anuncia recandidatura: “Portugal precisa de liderança e ambição”

André Ventura anunciou a recandidatura à liderança do CHEGA e a convocação de um congresso eletivo para maio. O líder da oposição diz que o partido entra num “novo ciclo”, reafirma a luta contra corrupção, subsidiodependência e ideologia de género e garante: “Vencer é condição para transformar”.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, anunciou esta terça-feira, na sede nacional do partido, que se recandidatará à liderança no próximo Congresso Nacional, marcado para os dias 8, 9 e 10 de maio. A decisão surge após as eleições presidenciais, realizadas em duas voltas, e na sequência da necessidade de adequação interna ao acórdão do Tribunal Constitucional.

O Congresso terá caráter eletivo, com a escolha de todos os órgãos nacionais e uma reorganização estrutural do partido. A eleição dos delegados decorrerá em abril, num processo que, segundo Ventura, será “organizado e disciplinado”, envolvendo mais de 80 mil militantes inscritos.

Na sua intervenção, o líder oposição descreveu as presidenciais como um momento de “reflexão e consolidação”, salientando que o partido se afirmou como segunda força política nacional. Recordou ainda que, quando assumiu a liderança em 2019, estabeleceu como meta tornar o CHEGA o maior partido do país no prazo de oito anos, objetivo que reafirma manter.

Ventura destacou os 33% alcançados na segunda volta das presidenciais como um sinal inequívoco de afirmação política e defendeu que a vitória eleitoral é condição indispensável para concretizar mudanças estruturais. Considera que o novo ciclo exige reforço interno e consolidação externa, mantendo como prioridades o combate à corrupção, à ideologia de género e à subsidiodependência.

O líder do segundo maior partido sublinhou igualmente que o CHEGA se tornou o principal rosto da oposição e reiterou que Portugal necessita de “liderança e rutura com o sistema”, defendendo um partido “abrangente e determinado”.

Sem abdicar da estabilidade institucional, garantiu que não aceitará cedências à cultura ‘woke’ ou à corrupção, afirmando que o próximo Congresso será determinante para preparar o futuro político do partido.

“Colocamos o futuro do CHEGA nas mãos dos militantes”, declarou, apresentando a recandidatura como um sinal de continuidade, ambição e confiança num projeto que pretende reforçar a sua posição no panorama político nacional.

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