Renováveis geram 79% da eletricidade até fevereiro, o 3.º melhor registo europeu

As energias renováveis garantiram 79,0% da eletricidade produzida em Portugal continental nos dois primeiros meses do ano, o terceiro melhor registo da Europa em termos de incorporação renovável, informou hoje a Apren.

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De acordo com o mais recente boletim de eletricidade renovável da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren), entre 01 e 28 de fevereiro, 77,3% da eletricidade produzida em Portugal Continental teve origem em fontes renováveis, o que perfaz 4.000 Gigawatts-hora (GWh) de um total de 5.175 GWh produzidos nesse período.

Com este desempenho, e considerando o acumulado de janeiro e fevereiro (79,0%), Portugal foi o terceiro país com maior incorporação renovável na geração de eletricidade, ficando atrás da Noruega (96,2%) e da Dinamarca (90,7%).

Segundo a Apren, a tecnologia hídrica foi a principal fonte de produção de eletricidade no mês de fevereiro, representando 37,2% do total, seguida pela energia eólica, com 31,3%, e pelo solar fotovoltaico, com 5,2%.

Face a fevereiro de 2025, a produção elétrica nacional aumentou 20,1%, devido principalmente a um acréscimo de 716 GWh na produção eólica.

No segundo mês do ano, o preço médio do Mercado Ibérico de Eletricidade (Mibel) em Portugal fixou-se em 5,1 euros por Megawatt-hora (Euro/MWh), tendo-se situado em 42,4 Euro/MWh no acumulado de janeiro e fevereiro, um decréscimo de 58,5% face ao mesmo período do ano passado.

“O contributo do setor renovável refletiu-se igualmente em poupanças significativas de serviço ambiental”, salienta a associação, detalhando que, apenas em fevereiro, o país evitou gastos de 48,8 milhões de euros na importação de gás natural, 101 milhões de euros na importação de eletricidade e 44 milhões de euros na aquisição de licenças de emissão de dióxido de carbono (CO2).

No final de janeiro de 2026, a capacidade renovável representava cerca de 81% da capacidade total instalada em Portugal.

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