Avaliação bancária da habitação bate recorde em fevereiro para 2.122 euros/m2

O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.122 euros por metro quadrado em fevereiro, um novo máximo histórico e mais 17,2% do que no mesmo mês de 2025, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

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Ainda assim, o aumento em termos homólogos, de 17,2%, foi inferior aos 18,7% registados em janeiro.

Já em cadeia, o valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – subiu 17 euros (0,8%).

Segundo os dados do INE divulgados hoje, em fevereiro, a Península de Setúbal apresentou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (1,9%), tendo-se observado uma única descida, na Região Autónoma da Madeira (-0,1%).

Em comparação com fevereiro de 2025, a variação mais acentuada foi também na Península de Setúbal (26,0%), não tendo ocorrido qualquer redução.

Para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária de fevereiro de 2026 foram consideradas 29.625 avaliações (18.380 apartamentos e 11.245 moradias), menos 15,6% que no período homólogo. Face a janeiro, realizaram-se menos 1.691 avaliações bancárias, o que corresponde a um decréscimo de 5,4%.

Nos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária foi de 2.478 euros por metro quadrado (euros/m2), mais 21,9% que em fevereiro de 2025.

Os valores mais elevados registaram-se na Grande Lisboa (3.298 euros/m2) e no Algarve (2.856 euros/m2), enquanto o Alentejo e o Centro apresentaram os valores mais baixos (1.477 euros/m2 e 1.612 euros/m2, respetivamente).

A Região Autónoma dos Açores viu a avaliação dos apartamentos subir 29,8% em fevereiro e teve o crescimento homólogo mais expressivo num mês em que não se verificaram descidas.

Já face ao mês anterior, o valor de avaliação dos apartamentos subiu 1,3% em fevereiro, tendo o Centro registado o maior aumento (3,3%) e o Alentejo a única descida (-1,9%).

O valor mediano dos apartamentos T1 subiu 27 euros, para 3.126 euros/m2, tendo os T2 e T3 aumentado 31 e 36 euros, respetivamente, para 2.560 euros/m2 e 2.157 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 92,8% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise.

Quanto às moradias, a avaliação mediana alcançou os 1.529 euros/m2, um acréscimo homólogo de 13,5%, destacando-se a Grande Lisboa (2.792 euros/m2) e o Algarve (2.761 euros/m2) com os valores mais elevados, enquanto o Centro e o Alentejo apresentaram os valores mais baixos (1.133 euros/m2 e 1.250 euros/m2, respetivamente).

A Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento homólogo mais elevado (18,0%), não se tendo registado qualquer descida.

Comparativamente com janeiro, o valor de avaliação das moradias subiu 0,1%, tendo os Açores sido a região com o crescimento mais elevado (2,5%) e verificando-se descidas nas regiões Norte e Centro (-0,2% em ambas).

O valor mediano das moradias T2 manteve-se em 1.514 euros/m2, o das T3 subiu nove euros (1.506 euros/m2) e o das T4 desceu dois euros, para 1.585 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 87,9% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.

Numa análise por regiões NUTS III, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentaram em fevereiro valores de avaliação superiores à mediana do país em 52,4%, 32,8% e 23,0%, respetivamente.

Pelo contrário, as Terras de Trás-os-Montes, Beiras e Serra da Estrela e Alto Tâmega e Barroso foram as regiões que apresentaram valores mais baixos em relação à mediana do país (-52,5%, -51,6% e -50,1%, respetivamente).

O valor mediano de avaliação bancária de habitação calculado pelo INE considera as habitações com área bruta privativa entre 35 e 600 metros quadrados e alojamentos que tenham sido alvo de uma avaliação no âmbito de um pedido de crédito.

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