Crédito à habitação acelera em fevereiro pelo 25.º mês consecutivo para 111.658 milhões

O 'stock' de empréstimos para habitação cresceram pelo 25.º mês consecutivo em fevereiro, com um aumento homólogo de 10,4%, atingindo 111.658 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).

© D.R.

Os dados foram hoje publicados pelo BdP e registam que foi o valor mais alto desde o início da série, em 1980, e que a subida de 10,4% foi a maior variação anual desde fevereiro de 2006 (10,5%).

Face a janeiro, a subida foi de 747 milhões de euros.

Já o montante de empréstimos ao consumo e outros fins aumentou 7,9% em termos homólogos e 159 milhões de euros em cadeia, para 33.996 milhões de euros.

Esta variação anual resultou de um abrandamento de 8,9% em janeiro para 8,7% em fevereiro nos empréstimos para outros fins e uma aceleração de 7,3% para 7,5% na evolução homóloga do consumo.

Globalmente, em fevereiro, o montante total de empréstimos a particulares cresceu 9,8% em termos homólogos e 906 milhões de euros em cadeia, para 146.400 milhões de euros.

No que diz respeito ao ‘stock’ de empréstimos concedidos pelos bancos às empresas, no final de fevereiro totalizava 74.524 milhões de euros, mais 442 milhões de euros face a janeiro e 4,1% em termos homólogos.

Segundo o banco central, as microempresas e as pequenas empresas mantiveram taxas de variação anual positivas (de 14,1% e 5,3%, respetivamente), enquanto os empréstimos às médias empresas e grandes empresas “mantiveram taxas de variação anuais negativas (-1,2% e -3,6%, respetivamente)”.

O BdP sublinhou ainda que o crédito ao setor da construção e atividades imobiliárias acelerou em fevereiro 10,1%, que compara com 5,9% um ano antes e 8,7% em janeiro.

Nos setores do comércio, transportes e alojamento, a taxa de variação anual aumentou para 4,4% (3,8% em janeiro), o crédito ao alojamento e restauração e ao comércio subiram 5,3% e 6,0%, respetivamente, em termos homólogos, e o crédito ao setor dos transportes e armazenagem recuou 1,4%.

Por sua vez, o setor das indústrias e eletricidade teve uma taxa de variação anual de -2,3% em fevereiro, contra -2,1% em janeiro.

No que diz respeito aos depósitos, no final de fevereiro, os bancos acumulavam 201.088 milhões de euros de particulares, mais 434 milhões de euros que no mês anterior. A taxa de variação anual foi, nesse mês, de 4,4%, equivalente ao registado em fevereiro, mas um abrandamento em relação aos 3,4% do mês homólogo.

O banco central assinala que esta variação “refletiu um aumento de 132 milhões de euros nas responsabilidades à vista (maioritariamente depósitos à ordem) e de 302 milhões nos depósitos a prazo (que incluem depósitos com prazo acordado e depósitos com pré-aviso)”.

Já o ‘stock’ dos depósitos das empresas cresceu 508 milhões de euros em cadeia, para 73.835 milhões de euros, numa taxa de crescimento anual de 7,9% (acima dos 7,7% de janeiro).

Últimas de Economia

O peso das compras de supermercado no orçamento familiar dos portugueses aumentou em 486 euros, entre 2019 e 2025, com os consumidores a adotarem maior prudência nas compras, segundo um inquérito divulgado hoje pela Centromarca.
O número de empresas constituídas até abril recuou 4,6% face aos primeiros quatro meses do ano passado, enquanto as insolvências subiram quase 8% no mesmo período, divulgou hoje a Informa D&B.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizados pela Deco Proteste, voltou a subir esta semana para 261,89 euros, mais 3,37 euros do que na semana passada, atingindo o valor mais elevado desde 2022.
Em cada conta da luz e do gás, há uma parte que já não aquece, não ilumina e não alimenta, serve apenas para engordar a carga fiscal. Portugal continua entre os países que mais taxam a energia na Europa.
Os consumidores contrataram em março 944 milhões de euros em crédito ao consumo, valor mais alto de sempre e mais 24,1% que há um ano, enquanto o número de contratos subiu 11,3% para 161.983, divulgou hoje o BdP.
A inflação homóloga da OCDE subiu para 4,0% em março, contra 3,4% em fevereiro, impulsionada por um aumento de 8,6 pontos percentuais da inflação da energia, foi hoje anunciado.
Comprar casa em Portugal exige hoje muito mais do que trabalhar: exige rendimentos que a maioria já não tem. Um novo estudo da CBRE mostra que o fosso entre salários e preço da habitação continua a aumentar e está a afastar milhares de famílias do mercado.
Portugal registou, no segundo semestre de 2025, o segundo maior valor da União Europeia (UE) dos preços do gás doméstico (17,04 euros por 100 kwh), expresso em paridade de poder de compra (PPC), divulga hoje o Eurostat.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou para 91,0% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, mais 1,3 pontos percentuais face ao final de 2025, divulgou hoje o BdP.
Portugal é o quinto país da UE com a carga horária semanal mais elevada, numa média de 39,7 horas por semana, só ultrapassado pela Grécia, Polónia, Roménia e Bulgária, indica uma análise da Pordata.