Mau Tempo: Banca com 34,3 mil milhões de empréstimos nas zonas em calamidade em 2025

Os bancos tinham emprestados, no final de 2025, 34,3 mil milhões de euros a empresas e famílias dos concelhos colocados em situação de calamidade na sequência da tempestade Kristin, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

© D.R.

Os dados divulgados na síntese do sistema bancário indicam a exposição do setor a estes concelhos, mas não estimam o possível acréscimo de risco do setor bancário nestas zonas devido aos estragos criados pela tempestade.

Segundo o BdP, nestes concelhos, em dezembro de 2025, os bancos tinham emprestados 13,5 mil milhões de euros às empresas, sendo parte significativa no setor industrial.

Já às famílias com residência fiscal nestas regiões, os bancos tinham em carteira 20,8 mil milhões de euros em crédito à habitação, dos quais 15,8 mil milhões de euros em crédito para habitação própria e permanente.

O BdP diz que, “antes do impacto das tempestades, estas exposições não evidenciavam um nível de risco de crédito superior ao da carteira total de empréstimos”.

Contudo, ainda não estima novos níveis de risco associados aos problemas causados nas famílias e empresas pelas tempestades.

Ainda assim, o BdP afirma que eventos extremos implicam “aumento dos riscos para o setor bancário, em particular risco de crédito”, quer devido aos estragos nas casas e nas infraestruturas das empresas quer devido ao impacto na capacidade de as empresas continuarem a laboral (colocando em causa pagamentos de dívida) e, logo, nos postos de trabalho.

Após os impactos da tempestade, foram criadas medidas de apoio, como moratórias de crédito famílias e empresas (que suspendem os pagamentos dos créditos durante três meses) e linhas de crédito com garantia pública para empresas.

O Banco de Portugal não indica, nos dados hoje divulgados, quantos clientes bancários já aderiram às moratórias.

Últimas de Economia

O peso das compras de supermercado no orçamento familiar dos portugueses aumentou em 486 euros, entre 2019 e 2025, com os consumidores a adotarem maior prudência nas compras, segundo um inquérito divulgado hoje pela Centromarca.
O número de empresas constituídas até abril recuou 4,6% face aos primeiros quatro meses do ano passado, enquanto as insolvências subiram quase 8% no mesmo período, divulgou hoje a Informa D&B.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizados pela Deco Proteste, voltou a subir esta semana para 261,89 euros, mais 3,37 euros do que na semana passada, atingindo o valor mais elevado desde 2022.
Em cada conta da luz e do gás, há uma parte que já não aquece, não ilumina e não alimenta, serve apenas para engordar a carga fiscal. Portugal continua entre os países que mais taxam a energia na Europa.
Os consumidores contrataram em março 944 milhões de euros em crédito ao consumo, valor mais alto de sempre e mais 24,1% que há um ano, enquanto o número de contratos subiu 11,3% para 161.983, divulgou hoje o BdP.
A inflação homóloga da OCDE subiu para 4,0% em março, contra 3,4% em fevereiro, impulsionada por um aumento de 8,6 pontos percentuais da inflação da energia, foi hoje anunciado.
Comprar casa em Portugal exige hoje muito mais do que trabalhar: exige rendimentos que a maioria já não tem. Um novo estudo da CBRE mostra que o fosso entre salários e preço da habitação continua a aumentar e está a afastar milhares de famílias do mercado.
Portugal registou, no segundo semestre de 2025, o segundo maior valor da União Europeia (UE) dos preços do gás doméstico (17,04 euros por 100 kwh), expresso em paridade de poder de compra (PPC), divulga hoje o Eurostat.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou para 91,0% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, mais 1,3 pontos percentuais face ao final de 2025, divulgou hoje o BdP.
Portugal é o quinto país da UE com a carga horária semanal mais elevada, numa média de 39,7 horas por semana, só ultrapassado pela Grécia, Polónia, Roménia e Bulgária, indica uma análise da Pordata.