O contexto internacional

Os acontecimentos mais recentes no plano internacional têm provocado uma série de preocupações à escala global e, se estes não terminarem nas próximas semanas, poderão provocar uma ainda maior instabilidade política e económica um pouco por todo o mundo, com Portugal a ser igualmente afetado, visto que, desde o fim da Guerra Fria, vivemos num sistema de globalização crescente nos diversos níveis, sendo um conflito suficiente para desencadear uma crise global, seja ela política, económica ou militar.

A Europa, antes do ano de 2022, já não sabia o que era uma guerra entre Estados europeus há mais de duas décadas e a sua população não pensaria voltar a viver tão cedo esse clima de guerra e medo, algo que marcou o início do século XX, com as duas grandes guerras mundiais, mas não só. Também vários outros conflitos atingiram o continente, apesar de em menor escala, como é o caso da guerra regional dos Balcãs.

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia, apesar de felizmente não ter passado a uma escala europeia no que diz respeito a confrontos militares, tem levado todo o continente a pagar o preço a nível económico, com o envio de milhares de milhões de euros por parte de praticamente todos os países europeus para uma guerra que teima em não ter fim, além da subida do preço do gás, que, apesar de ter baixado ligeiramente após o seu pico em meados de 2022, continua acima daquilo que estava antes do início deste conflito. Isto deve-se também ao facto de a Europa importar grande parte do seu gás natural da Rússia, sendo este país responsável por mais de 40% das importações europeias antes do início da guerra, tendo baixado drasticamente, aos dias de hoje, para cerca de 11%.

A União Europeia errou ao ficar completamente dependente de países exteriores naquilo que diz respeito à produção de gás natural, sendo que, agora, em vez de estarmos dependentes da Rússia, estamos dependentes dos Estados Unidos, algo que também não deveria acontecer. A Europa deveria investir em ser auto-suficiente e em melhorar a sua produção em diversos setores.

No meu ponto de vista, a resolução deste conflito passaria por um acordo justo pela via da diplomacia, em vez do envio de milhões de euros para uma guerra interminável. Apesar de condenarmos quando esta tem de ser condenada, os europeus e os líderes europeus têm de tirar da cabeça que todos os males da Europa e do Ocidente são originários no mesmo local e têm de se sentar e dialogar, de modo a arranjar uma resolução e evitar que mais vidas se percam desnecessariamente.

Falando agora do conflito mais recente entre os Estados Unidos e Israel, em conjunto, contra o Irão, no meu ponto de vista, esta guerra tem de ser também travada rapidamente antes que os efeitos se venham a sentir ainda mais a nível económico nos próximos tempos. Com o fecho do estreito de Ormuz e com os constantes ataques por parte do Irão a pontos estratégicos em países periféricos, poderemos entrar futuramente numa crise à escala global sem precedentes.

Considerando ou não os motivos válidos para esta investida americana e israelita, o que é certo é que um dos lemas da campanha presidencial de Donald Trump foi exatamente o de não entrar em novas guerras, algo que não foi cumprido. Todos sabemos que o regime iraniano tem de ser mudado. Um regime que não respeita as mulheres e que mata indiscriminadamente o seu povo não poderá ter lugar na sociedade idealizada por aqueles que pretendem um mundo livre.

Mas será realmente este o motivo que levou Trump a invadir o Irão? Além desta razão, temos também a retórica de que a administração Trump quer acabar com o arsenal nuclear que está a ser construído pelo Irão e que, segundo Trump, era uma grave ameaça aos Estados Unidos e ao Ocidente. Sabemos também que o Médio Oriente é uma zona rica em petróleo. Ou que se Israel conseguir vencer este regime iraniano, ficará sem concorrentes regionais, podendo exercer a sua soberania. Além disso, poderemos estar também perante uma tentativa de salvação de Donald Trump em relação às eleições intercalares e à sua continuidade no poder.

Qualquer um destes motivos é válido e poderá estar na origem deste conflito, ou poderão até ser todos ao mesmo tempo. Mas o que é certo é que, na minha opinião, a guerra deverá ser evitada a todo o custo. Algo que, se não acontecer, irá prejudicar o cidadão comum com o aumento do custo de vida a todos os níveis. Para já, isso tem-se sentido maioritariamente no aumento do preço dos combustíveis, algo que, futuramente, se poderá agravar para diversos outros produtos e serviços.

Mas não só, esperemos que esta guerra não leve a uma escalada militar. Referindo-me exatamente a esse problema, sou um grande defensor de que devemos evitar a todo o custo entrar em guerras. No caso europeu e de Portugal, devemos fazer os possíveis para ficar de fora de conflitos que não nos dizem respeito e optar por uma posição de neutralidade, algo que já foi feito com sucesso no passado.

Ainda para mais, num contexto europeu em que estamos perante uma crise de imigração sem precedentes, com milhões de pessoas a entrar no nosso continente de forma descontrolada — algo que, em poucos anos, poderá diluir toda a nossa identidade e cultura se nada fizermos para combater este fenómeno — devemos evitar enviar os nossos jovens para morrer em guerras desnecessárias, onde estes poderão vir a morrer por interesses obscuros de governantes e entidades superiores que nada se importam com o bem estar destes, servindo como carne para canhão, enquanto aqueles que nos governam ficam no seu bem estar, assim como os seus familiares!

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