Estado deve 20 milhões à Metro do Porto relativos a protocolo de 1998

© Facebook/MetroPorto

O Estado deve 20,1 milhões de euros à Metro do Porto relativos a um protocolo de 1998 sobre a transferência de funcionários afetos às linhas ferroviárias da Póvoa de Varzim e Trofa, aponta o Relatório e Contas.

No Relatório e Contas da Metro do Porto de 2022, a empresa lembra que, “nos termos do protocolo celebrado, em setembro de 1998, entre o Estado Português, a Área Metropolitana do Porto, a CP [Comboios de Portugal] e a REFER [gestora da rede entretanto integrada na Infraestruturas de Portugal], foram inicialmente transferidos para os quadros da Metro do Porto 255 funcionários que estavam afetos aos serviços das linhas da Póvoa e da Trofa”.

O mesmo documento refere que a operação nas referidas linhas “foi encerrada para a realização das obras de implementação do Sistema de Metro Ligeiro”, apesar do metro ainda não ter chegado à Trofa.

No Relatório e Contas, à semelhança do que já tem feito noutros anos, a Metro do Porto relembra que “incorreu em custos com salários e valores indemnizatórios relativos às rescisões entretanto ocorridas, que ascendem, a 31 de dezembro de 2022, a cerca de 20,1 milhões de euros”.

“O protocolo celebrado em 1998 prevê a cobertura financeira por parte do Estado ‘para custear as ações objeto deste protocolo'”, mas a Metro do Porto refere que apesar de ter sido “repetidamente solicitado a cumprir este protocolo”, a “entrega daquele valor por parte do Estado ainda não ocorreu”.

Questionado pela agência Lusa, o Ministério do Ambiente e da Ação Climática, que tem a tutela do Metro do Porto, não respondeu diretamente se reconhece aquele valor ou se há previsão de pagamento.

Porém, o Governo assegura que, “desde o momento da sua constituição, o Estado sempre financiou a Metro do Porto em todas as necessidades de investimento e de défice operacional, garantindo que o desenvolvimento da rede se faça, a operação planeada se cumpra, e que os trabalhadores da empresa estejam devidamente integrados”.

Segundo o ministério liderado por Duarte Cordeiro, o Estado nunca deixou de “dotar a empresa para honrar os seus compromissos, nomeadamente os que dizem respeito ao cumprimento dos protocolos assinados”.

O Estado é o maior acionista da Metro do Porto, detendo 47% do capital social da empresa, seguindo-se a Área Metropolitana do Porto com 35% (incluindo Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia com uma ação cada), a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) com 15% e a CP com 3%.

A Metro do Porto registou prejuízos de 46,1 milhões de euros em 2022, uma redução face aos 64,7 milhões de 2021, alicerçada no melhor resultado de sempre antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (EBITDA).

Últimas de Economia

O Banco Central Europeu (BCE) acredita que a Autoridade de Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (AMLA) irá "melhorar a cooperação entre os supervisores e reduzir a fragmentação" na Europa.
Portugal registou, entre 2021 e 2024, oito casos de suspeita de fraude relacionados com o Mecanismo de Recuperação e Resiliência, que financia o PRR, indicou hoje o Tribunal de Contas Europeu, falando em instrumentos “pouco eficazes” contra irregularidades.
A reposição de antenas da rede de comunicação de emergência SIRESP destruídas pela passagem da depressão Kristin vai ter um custo de "cerca de seis milhões de euros", informou hoje o ministro da Presidência.
A Deco Proteste alertou hoje que as propostas financeiras criadas por vários bancos, para o apoio aos efeitos do mau tempo assentam, na sua maioria, na contratação de novos empréstimos, que podem “agravar o endividamento das famílias”.
O Governo deu mais um mês para os contribuintes dos concelhos afetados pela tempestade Kristin cumprirem as obrigações fiscais que terminavam entre 28 de janeiro e 31 de março, estendendo o prazo até 30 de abril.
Os apoios financeiros a atribuir para reparar os estragos causados pelo mau tempo serão atribuídos no prazo máximo de três dias úteis nas operações até 5.000 euros, que dispensam vistoria, e em até 15 dias úteis nos restantes.
A bolsa de Lisboa fechou hoje em máximos, desde junho de 2008, avançando 1,13%, para 8.991,17 pontos, com a Teixeira Duarte e a Mota-Engil a liderar as subidas, crescendo 8,03% e 5,15%, respetivamente.
O Tribunal de Contas chumbou esta segunda-feira as contas da idD Portugal Defence de 2022 e detetou várias desconformidades em contratos celebrados durante a presidência de Marco Capitão Ferreira, incluindo empréstimos de 1,8 milhões sem autorização do Ministério das Finanças.
Os custos de construção de habitações novas aumentaram 4,0% em 2025 face a 2024, acelerando face ao aumento homólogo de 3,4% registado no ano anterior, ainda mais impulsionados pelo valor da mão-de-obra, estima hoje o INE.
A plataforma para pedir apoio à supervisão de habitações, em funcionamento desde quinta-feira, recebeu 623 candidaturas, num montante global de 4,5 milhões de euros, disse à agência Lusa o responsável pela estrutura de missão.