Greve fecha creches e coloca lares com serviços mínimos

Creches e jardins de infância encerrados assim como lares a funcionar com serviços mínimos é o resultado da greve de hoje dos trabalhadores das Santas Casas de Misericórdia, que exigem ser tratados como os restantes trabalhadores do setor social.

© D.R.

Este é o primeiro balanço feito à Lusa por Catarina Fachadas, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), que está esta manhã a particionar na concentração de trabalhadores em frente à União das Misericórdias Portuguesas (UMP), em Lisboa.

À Lusa, Catarina Fachadas explicou que a greve começou às 00:00 de hoje e, um pouco por todo o país, “há creches e jardins de infância encerrados, assim como ERPIS [Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas] a funcionar em serviços mínimos”, sendo que “muitos destes lares já funcionam, durante o ano, com falta de funcionários”.

O protesto de hoje tem por base o não pagamento por parte das Santas Casas das diuturnidades e da remuneração extra por trabalho em dia feriado, explicou a sindicalista.

Os trabalhadores exigem às instituições que cumpram a lei e “paguem o que devem” aos funcionários, acusou Catarina Fachadas, lembrando que estes funcionários estão há muitos anos sem aumentos salariais além dos obrigatórios aumentos anuais do salário mínimo nacional.

Os trabalhadores acusam as Santas Casas e a UMP de não cumprir a portaria publicada há pouco mais de um ano.

O diploma estendeu os direitos dos trabalhadores das IPSS a todos os trabalhadores das Santas Casas de Misericórdia, acabando com a discriminação entre os trabalhadores do setor social, que passaram a ter as mesmas condições de trabalho.

“O custo de vida aumenta e o povo nao aguenta” ou “Os salários têm de aumentar” são algumas das frases dos trabalhadores que gritam que “trabalham noite e dia” no setor social, onde “se ganha tão mal”.

Últimas do País

Álcool ao volante, permanência ilegal em Portugal, armas proibidas, droga e documentos falsificados. Uma operação especial da GNR realizada nos concelhos de Grândola, Moita e Sesimbra terminou com 16 pessoas detidas, 60 autos de contraordenação e várias apreensões.
Homem de 33 anos era procurado pelas autoridades brasileiras para cumprir cinco anos de prisão pelo sequestro da ex-companheira, mãe dos seus filhos. O crime ocorreu em 2017 e o suspeito refugiou-se em Portugal em 2022, depois de ter conhecimento da acusação. Foi agora localizado e detido pela PJ na Guarda.
Mulher é suspeita de ter incendiado uma maca nas Urgências do Hospital de Santa Maria e, depois de abandonar o local, uma viatura estacionada no parque da unidade hospitalar. A Polícia Judiciária deteve a paciente após esta ter recebido alta.
O corpo de um homem aparentando "entre os 30 e os 40 anos" foi hoje encontrado no areal, no norte do concelho da Figueira da Foz, após um popular ter dado o alerta, disse o comandante da capitania.
Mais de mil menores ficaram órfãos entre 2004 e 2018 na sequência de crimes em contexto familiar. E a tragédia continua: desde 2020, pelo menos outros 72 menores ficaram sem um dos progenitores na sequência de crimes associados à violência doméstica.
Dois homens, de 36 e 47 anos, foram detidos no Aeroporto Humberto Delgado quando, segundo a Polícia Judiciária, se preparavam para introduzir em Portugal cocaína suficiente para cerca de 342 mil doses individuais. Ambos ficaram em prisão preventiva.
Tribunal de Loures condenou a 16 anos de prisão um professor de música, de 40 anos, por crimes cometidos contra uma jovem que tinha apenas 12 anos quando começaram os contactos de natureza sexual. Os abusos prolongaram-se durante vários anos. Arguido terá ainda incentivado a troca e o armazenamento de vídeos pornográficos e terá de indemnizar a vítima em 56 mil euros.
Tinha sido autuado por conduzir sob o efeito do álcool e notificado de que estava impedido de conduzir. Ainda assim, voltou ao carro e arrancou em fuga. Dois agentes da PSP foram atingidos e ficaram feridos durante a madrugada desta segunda-feira, em Portimão.
O tempo de espera nas urgências voltou esta segunda-feira a subir em alguns hospitais, com doentes urgentes a aguardarem quase 10 horas para serem vistos por um médico, segundo o portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Mais de 60 concelhos de 10 distritos de Portugal continental estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, num dia em que as temperaturas máximas vão continuar elevadas na generalidade do território, segundo o IPMA.