Pelo menos 19.887 migrantes entraram irregularmente em Espanha em 2024, a maioria por mar

Um total de 19.887 migrantes chegou irregularmente a Espanha este ano até quinta-feira, sobretudo por via marítima, mais 13.029 pessoas do que no mesmo período de 2023, segundo um balanço do Ministério do Interior, hoje divulgado.

 

De acordo com números obtidos pela agência Europa Press junto do ministério do Interior de Espanha, entre 01 de janeiro e 02 de maio chegaram a Espanha 19.887 migrantes irregulares, quando no mesmo período do ano passado tinham entrado 6.858 imigrantes.

Do total detetado este ano, 18.930 migrantes entraram em território espanhol por via marítima, mais 189,1% do que no mesmo período de 2023 (6.547).

Estes migrantes chegaram em 454 barcos, mais 107 do que no ano anterior (347).

O Governo espanhol indicou ainda que, até 02 de maio, 15.982 dos migrantes entraram em Espanha por mar através das Ilhas Canárias, mais 369,9% (12.581) do que no mesmo período do ano anterior, quando chegaram 3.401.

Estes chegaram às Canárias a bordo de 242 embarcações, mais 214,3% do que em 2023, quando chegaram 77.

Entretanto, 2.947 migrantes chegaram ao continente e às Ilhas Baleares também por via marítima, menos 4,7% do que em 2023, quando chegaram 3.091.

Neste caso, fizeram-no em 211 embarcações, menos 19,5% do que no ano passado, quando 262 embarcações chegaram às costas da Península e das Ilhas Baleares.

Por outro lado, de 01 de janeiro a 02 de maio não se registaram chegadas irregulares de migrantes a Ceuta por via marítima, quando no mesmo período do ano passado tinham entrado 16 pessoas nesta cidade espanhola do Norte de África, através de quatro embarcações.

No caso de Melilha, outra região autónoma espanhola, registou-se este ano apenas uma entrada irregular, menos 97,4% do que os 39 migrantes que entraram há um ano durante o mesmo período.

As chegadas por terra aumentaram em ambas as cidades autónomas, com um total de 957 pessoas (947 em Ceuta – mais 246,9% – e 10 em Melilha – menos 73,7%), mais 207,7% do que no ano passado, quando 311 pessoas chegaram por esta via.

Últimas do Mundo

Os comboios suburbanos estão parados em toda a região espanhola da Catalunha por tempo indeterminado depois de um acidente na terça-feira em que morreu uma pessoa e cinco mortes com gravidade.
Federação Nacional dos Sindicatos de Explorações Agrícolas (FNSEA) espera mobilizar esta terça-feira até 700 tratores e 4.000 manifestantes em Estrasburgo.
Cerca de 1.520 milhões de turistas viajaram para o estrangeiro em 2025, um ano "recorde", segundo uma estimativa publicada hoje pela Organização Mundial do Turismo (OMT), que destaca, em particular, um forte dinamismo em África e na Ásia.
O número de mortos no acidente de comboio em Adamuz (Córdova), Espanha, subiu de 40 para 41, disseram à agência de notícias espanhola EFE fontes próximas da investigação.
Mesmo com Espanha mergulhada no luto após a tragédia ferroviária que matou 39 pessoas em Adamuz, o Governo manteve esta segunda-feira a redistribuição aérea de imigrantes ilegais a partir das Canárias, transferindo mais de 180 pessoas para Madrid.
O total de mortos na época das chuvas em Moçambique subiu para 111, com três desaparecidos e 98 pessoas feridas, segundo balanço do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) consultado hoje pela Lusa.
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla em inglês) alertou hoje para o risco de resistência antimicrobiana com o uso frequente de doxiciclina na profilaxia pós-exposição a doenças sexualmente transmissíveis.
Habitação mista criada para “promover a integração” acabou marcada por denúncias de violações, assédio sexual e violência. Queixas repetidas foram ignoradas e só anos depois houve detenções.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou hoje que até ao momento não há conhecimento de vítimas portuguesas a registar no acidente ferroviário no domingo em Córdova, Espanha, que causou pelo menos 39 mortos.
A afluência às urnas na cidade suíça de Lugano para as eleições presidenciais deste ano em Portugal é a ser maior do que nos anteriores atos eleitorais, apesar da crónica abstenção elevada, sobretudo numa eleição que exige voto presencial.