PSD e IL abstêm-se em voto de pesar do terrorista Camilo Mortágua. CHEGA vota contra

O Parlamento aprovou na quinta-feira da semana passada dois votos de pesar: um por Odair Moniz, que pela sua insistente resistência às ordens dos agentes da PSP foi letalmente ferido, acabando por não resistir aos ferimentos, e Camilo Mortágua, pai das deputadas do Bloco de Esquerda, Joana e Mariana Mortágua.

© Folha Nacional

Este último voto de pesar foi aprovado pelo Bloco de Esquerda, PS, Livre, PCP e pelo PAN, mas só acabou por ser viabilizado com a ajuda da abstenção do PSD e da IL.

O CHEGA e o CDS-PP votaram contra. Por sua vez, o voto de pesar para Odair Moniz contou com votos a favor do PSD, PS, IL, BE, PCP, Livre e PAN, com a abstenção do CDS-PP e o voto contra do CHEGA.

Para André Ventura, estes votos de pesar só tornam o Parlamento num “Parlamento rasca.”

“Este é o Parlamento do Sistema: homenageia traidores da pátria e aprova votos de pesar a criminosos”, critica Ventura.

De acordo com o líder do CHEGA, não existe qualquer razão para viabilizar votos de pesar a quem cometeu crimes ou atos de corrupção. Logo, ao dar ‘luz verde’, o parlamento passa a mensagem errada ao país.

“Viabilizar um voto de pesar em relação a alguém que é morto numa operação policial é o mesmo que atribuir a culpa à polícia”, argumenta Ventura.

Já sobre o pai das deputadas do Bloco, Joana e Mariana Mortágua, o líder do CHEGA classifica-o como “um criminoso” e “um terrorista.”

“Isto de nada tem a ver com a dor dos familiares -que respeito- mas com a memória que não podemos perder. Em nome da verdade”, clarifica.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA acusa comunistas de hipocrisia política e diz que foi durante a geringonça que os portugueses sofreram “uma brutal perda de poder de compra”.
O socialista Miguel Coelho suspendeu hoje o mandato de deputado à Assembleia Municipal de Lisboa, na sequência de investigações sobre adjudicações, inclusive na Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.
Líder do CHEGA fala em “governação de improviso”, acusa Executivo de esconder falhas no SIRESP e diz que famílias continuam abandonadas meses após os estragos provocados pelas tempestades.
O presidente do CHEGA disse que vai tentar, na especialidade, "corrigir o que está mal" na reforma do Tribunal de Contas, mas espera que a lei não seja aprovada em votação final global e não entre em vigor.
O índice de coincidência parlamentar revela que sociais-democratas votam mais vezes da mesma forma que o PS do que o CHEGA coincide com a votação dos socialistas na Assembleia da República.
O presidente do CHEGA anunciou hoje o pedido de audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, do secretário-geral adjunto demissionário António Pombeiro e do general Paulo Viegas Nunes, questionando a “integridade” desta escolha para o SIRESP.
O líder do CHEGA criticou hoje a “estratégia caricata” de Luís Montenegro de “recusar em público” as principais exigências do partido para rever a lei laboral, mas sem se excluir das negociações.
Demitiu-se do cargo, na sexta-feira, o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro. Foi o seu segundo pedido de demissão apresentado no espaço de um mês.
O presidente do CHEGA afirmou esta sexta-feira que “o bloco central de interesses” continua a impedir o apuramento da verdade sobre as FP-25, defendendo no Parlamento que Portugal continua sem conhecer toda a verdade sobre um dos períodos mais polémicos da democracia portuguesa.
O Parlamento aprovou hoje na generalidade uma recomendação do CHEGA que propõe ao Governo a transformação do Dia da Defesa Nacional em semana.