Agência anticorrupção de Hong Kong detém oito pessoas na sequência do incêndio em complexo residencial

A agência de combate à corrupção de Hong Kong divulgou hoje a detenção de oito pessoas ligadas às obras de renovação do complexo residencial que ficou destruído esta semana por um incêndio que provocou pelo menos 128 mortos.

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Num comunicado, a agência, que está a investigar as circunstâncias do incêndio, indicou ter detido sete homens e uma mulher, com idades entre os 40 e os 63 anos, por suspeita de corrupção.

Os detidos são dois responsáveis do gabinete de estudos encarregado pelos trabalhos de renovação, dois chefes de obra, três subcontratantes de andaimes e um intermediário.

Ainda hoje o governo da região administrativa especial chinesa concluiu que o incêndio de grandes proporções, ocorrido na quarta-feira, foi agravado devido aos andaimes de bambu e painéis de isolamento de espuma inflamáveis.

Segundo o relatório de peritagem preliminar, aqueles materiais utilizados nas obras que estavam em curso contribuíram para progressão das chamas e para que as temperaturas registadas no local fossem mais elevadas.

“Com base nas informações iniciais que temos, acreditamos que o fogo começou na tela de proteção [material de espuma para proteger contra propagação de pós e queda de objetos] localizada na parte externa dos andares inferiores (…), e subiu rapidamente devido aos painéis”, que protegiam as janelas, disse o chefe de segurança da região administrativa especial, Chris Tang.

Além dos 128 mortos, há registo de 79 feridos, segundo o último balanço das autoridades locais.

O mesmo responsável precisou que 89 corpos resgatados não foram ainda identificados, e que 200 pessoas continuam desaparecidas. Neste número, estão incluídas as pessoas não identificadas.

Os bombeiros de Hong Kong concluíram hoje as operações de combate ao pior incêndio na cidade em décadas, num complexo residencial construído nos anos 80, composto por oito torres com perto de 30 andares e um total de 1.984 apartamentos, onde viviam cerca de quatro mil pessoas.

As chamas estavam “amplamente extintas” às 10:18 locais (02:18 em Lisboa), hora em que foram dadas como concluídas as operações de combate ao incêndio, segundo um porta-voz do governo local em declarações à agência noticiosa France-Presse (AFP), citando as informações fornecidas pelos bombeiros.

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