Autoridades dominicanas atualizam para 226 o número de mortes em discoteca

As autoridades sanitárias da República Dominicana atualizaram hoje para 226 o número de mortos no desabamento do teto de uma discoteca na capital do país.

© D.R.

As autoridades tinham divulgado na sexta-feira um relatório anunciado como final do desastre, indicando que 221 pessoas morreram e mais de 180 ficaram feridas no desabamento da discoteca Jet Set ocorrido a 08 de abril.

No entanto, desde sexta-feira que cinco pessoas feridas no sinistro vieram a falecer nos centros de saúde onde estavam a ser tratadas, segundo o serviço de saúde da República Dominicana.

Na altura, um total de 189 pessoas foram resgatadas com vida durante as 59 horas de trabalho das equipas de resgate, segundo o relatório, e o Instituto de Patologia Forense anunciou ter já realizado as autópsias de 225 dos falecidos, entregando os corpos às suas famílias.

Para agilizar as identificações, foram contratados doze médicos-legistas, segundo o Ministério Público e o Ministério da Saúde.

Chocados com os acontecimentos, os familiares das vítimas exigem explicações sobre as causas da tragédia.

O Governo dominicano anunciou a formação de uma comissão de peritos nacionais e internacionais para investigar a causa do acidente.

Localizada no Distrito Nacional de Santo Domingo, uma zona conhecida pela sua vida noturna e estabelecimentos de alto nível, a discoteca foi inaugurada em 1994 num edifício construído anteriormente para acolher um cinema.

Em 2023, sofreu um incêndio provocado por um raio que atingiu a instalação elétrica do edifício, mas o estabelecimento foi reaberto pouco tempo depois.

Diversas vozes têm alertado nos últimos dias sobre as condições de segurança do edifício da discoteca, depois da divulgação de vídeos que mostram momentos anteriores ao desabamento e que lançam várias dúvidas sobre a supervisão do local e a robustez da estrutura.

Considerada agora a maior tragédia do século na República Dominicana, o desastre supera, em termos de número de vidas humanas, o incêndio de 2005 numa prisão em Higuey, no leste do país, que custou a vida a 136 reclusos.

Últimas do Mundo

O sarampo provocou 17 mortes num total de 1.500 casos registados nos últimos 12 meses, no município angolano do Songo, província do Uíje, divulgaram as autoridades sanitárias locais.
Catorze mineiros ilegais morreram numa mina abandonada na África do Sul, revelou hoje a polícia, que admite que tenha havido um desmoronamento.
Pelo menos 2.000 pessoas morreram devido ao surto do vírus Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo), que regista o crescimento mais rápido de sempre, segundo os dados mais recentes do Governo.
O forte sismo que abalou hoje a Colômbia causou estragos em pelo menos seis aeroportos, destruiu parcial ou totalmente habitações e provocou dezenas de feridos, levando o recém-empossado Presidente colombiano a convocar uma reunião de crise.
As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.
Várias pessoas ficaram feridas depois de um forte sismo ter atingido o sudoeste do Japão, provocando derrocadas de edifícios e incêndios, anunciou esta terça-feira a primeira-ministra, Sanae Takaichi.
Ataque junto à Porte de Clichy fez três feridas, duas delas em estado grave. Suspeito, de 31 anos, foi detido no local e está a ser investigado por tentativa de homicídio qualificado.
A polícia deteve um suspeito e procura outro na sequência de um tiroteio ocorrido no domingo à noite num festival gastronómico em Seattle, Estados Unidos, que causou a morte de três pessoas e feriu quatro.
O fogo de grandes proporções perto da cidade francesa de Bordéus, que obrigou à retirada de 220 mil pessoas, manteve-se estável durante a noite, disseram hoje as autoridades locais que mantêm as operações no local.
Bombeiros na região central de Espanha de Castela‑La Mancha lutavam ainda na quarta‑feira para controlar um incêndio florestal que já devastou mais de 32.000 hectares, um dos maiores de sempre no país.