Filipe Melo critica “partidos híbridos, que ninguém percebe o que são”

O cabeça de lista do CHEGA pelo círculo de Braga, Filipe Melo, criticou hoje os "partidos híbridos, que ninguém percebe o que são", e disse querer "acabar com o socialismo" e eleger mais deputados pelo distrito.

© Folha Nacional

A caravana do CHEGA encerrou hoje o quinto dia de campanha para as eleições legislativas com um jantar-comício no concelho de Guimarães, distrito de Braga, repetindo a mesma quinta do ano passado.

Na sua intervenção, Filipe Melo referiu que uma das ambições do partido era “afastar de Braga o pior que há na política”, enumerando BE, CDU e Livre e antecipou que, este ano, estas forças políticas também não vão conseguir eleger deputados por este círculo.

“Este distrito não aceita Louçãs, não aceita extremismos, não aceita velhos do Restelo que nada fazem para este país engrandecer, muito pelo contrário. É uma garantia que nós vos deixamos aqui em Guimarães, Francisco Louçã e companhias não entram naquele parlamento pelo distrito de Braga”, afirmou.

O deputado do CHEGA criticou também “aqueles partidos híbridos, que ninguém percebe o que é que são, que dizem que são de direita numas coisas e de esquerda noutras, que são a favor daquelas LGBT’s e essas coisas estranhas, e que descem a Avenida da Liberdade, no dia 25 de Abril, de mão dada com as Mortáguas”.

“Essa gente não tem lugar no parlamento, e Rui Rocha não vai entrar no parlamento por Braga”, considerou, repetindo a ideia deixada antes pelo líder do partido, André Ventura.

Filipe Melo defendeu que “esses partidos de segunda não podem estar no convívio dos grandes”.

O cabeça de lista do CHEGA por Braga comprometeu-se também com a “tarefa árdua” de “acabar com o socialismo”, que “tem dois nomes, PS e PSD”.

“É uma promessa que eu deixo ao nosso presidente, mais cedo do que tarde vamos passá-los”, disse.

Nas últimas eleições legislativas, em março do ano ano passado, o CHEGA elegeu quatro deputados por Braga, incluindo Filipe Melo.

O candidato estabeleceu como meta “ter mais” deputados por este distrito.

“Vamos subir, é a nossa convicção”, disse, perante uma sala com cerca de 400 apoiantes.

Salientando que “cada voto conta”, o cabeça de lista apelou aos eleitores que no dia 18 levem às urnas “os amigos, a família, o cão, o gato, o periquito”.

“Se o PS leva os mortos a votar, porquê que nós não devemos levar os animais? Temos de levar toda a gente a votar, e vamos ganhar”, afirmou.

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