CHEGA quer “repor justiça fiscal” com menos IRS entre 2.º e 5.º escalões

O CHEGA quer um desagravamento do IRS maior do que o proposto pelo Governo entre o segundo e o quinto escalões, defendendo que desta forma se repõe "a justiça fiscal" para as famílias da "classe média e média baixa".

© Folha Nacional

De acordo com o projeto de lei entregue na Assembleia da República, o CHEGA quer ir mais além do que o Governo, como já tinha anunciado no domingo o presidente do partido, André Ventura.

O CHEGA propõe uma redução de 0,8 pontos percentuais no segundo e terceiro escalões e de 0,9 pontos percentuais no quarto e quinto.

Nos restantes escalões, a proposta do CHEGA é igual à do Governo, apesar de prever a entrada em vigor com o próximo Orçamento do Estado, em janeiro de 2026. O executivo quer aplicar estes desagravamento fiscal nos próximos meses e retroativamente a janeiro deste.

Pela proposta do Governo de desagravamento do IRS, no valor global de 500 milhões de euros, do 1º ao 3º escalões a redução das taxas é de 0,5 pontos percentuais; do 4º ao 6º a diminuição é de 0,6 pontos percentuais; e os 7º e 8º escalões terão uma descida em 0,4 pontos percentuais.

Na exposição de motivos deste projeto de lei, o CHEGA considera que “a proposta apresentada pelo Governo, que prometia uma enorme redução fiscal ao nível do IRS, acabou por um se tornar num ‘flop’, que resultará em mexidas ténues ou insignificantes”.

O partido indica que “os agregados familiares de elevados rendimentos irão sentir mais esta redução do que propriamente as famílias da grande classe média e média baixa” e defende que a sua proposta “vai no sentido de repor a justiça fiscal nesta redução de IRS, permitindo que a mesma também chegue com mais efetividade a realmente precisa”.

Noutro projeto de lei que o CHEGA também leva ao parlamento, o partido propõe aumentar a dedução das despesas de arrendamento em 50 euros, até 850 euros.

Na exposição de motivos desta iniciativa, os deputados do CHEGA referem que “nos últimos anos, os preços das casas e das rendas em Portugal têm registado um crescimento acentuado, colocando uma pressão cada vez maior sobre os orçamentos familiares”.

“A habitação tornou-se, para muitas famílias, uma fonte constante de preocupação e instabilidade”, alertam.

Considerando que é “fundamental repensar as políticas fiscais de apoio à habitação”, o CHEGA aponta que “uma das medidas com maior potencial de impacto seria permitir que as famílias pudessem deduzir no IRS todas as despesas diretamente relacionadas com a habitação”, o que “permitiria um alívio fiscal importante, especialmente para os agregados mais vulneráveis e para a classe média, que hoje suporta grande parte da carga fiscal do país”.

“Mais do que um incentivo, trata-se de uma questão de justiça social: o Estado deve reconhecer que a habitação é uma necessidade essencial e refletir isso no sistema fiscal”, defende o CHEGA.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA tentou levar o ministro da Economia e da Coesão Territorial ao Parlamento para explicar o acordo político entre PSD e PS sobre as CCDR. Os dois partidos uniram-se para travar o escrutínio e impedir esclarecimentos sobre um entendimento que decide lideranças regionais à porta fechada.
O candidato presidencial André Ventura desafiou hoje o seu adversário, António José Seguro, para três debates durante uma campanha para a segunda volta e acusou o socialista de “querer fugir” à discussão por “medo do confronto”.
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, considerou que só perderá a segunda volta das eleições presidenciais "por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita".
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, pediu no domingo aos eleitores para que “não tenham medo da mudança” e disse ser uma “escolha segura” para o país, ao contrário do socialista António José Seguro.
António José Seguro e André Ventura foram os vencedores da primeira volta das presidenciais de domingo, marcando presença na disputa de 08 de fevereiro, numa eleição em que Luís Marques Mendes registou para o PSD o pior resultado de sempre em atos eleitorais.
O candidato presidencial André Ventura afirmou que irá agregar a direita a partir de hoje, face às projeções que indicam uma segunda volta das eleições entre o líder do CHEGA e António José Seguro, apoiado pelo PS.
O secretário-geral do CHEGA, Pedro Pinto, hoje que o país está perante “uma noite histórica” e manifestou-se confiante na passagem de André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais contra António José Seguro.
A influência às urnas para a eleição do próximo Presidente da República situava-se, até às 16h00 de hoje, nos 45,51%, segundos dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, acima do que se registou nas últimas eleições.
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, hoje que a campanha pôde ter sido mais esclarecedora mas apelou aos portugueses para que se mobilizassem e aproveitassem o “dia fantástico” para votar.
Mais de 11 milhões de candidatos são hoje chamados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, numas eleições para a Presidência da República muito disputadas e com registo de 11 candidatos.