Governo recusa suspender reagrupamento familiar pedido pelo CHEGA

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, recusou hoje suspender o reagrupamento familiar de imigrantes pedido pelo CHEGA.

© Folha Nacional

No debate parlamentar da alteração à lei de estrangeiros, André Ventura pediu que o Governo suspenda o reagrupamento familiar, à semelhança do que disse suceder na Áustria ou na Alemanha.

“Em que é que vamos limitar o reagrupamento familiar? Devemos suspendê-lo até sabermos o que temos cá dentro”, disse o líder do CHEGA.

André Ventura acusou o Governo de não estar “disponível para travar esta invasão cultural”, falando “especificamente de quem vem de países islâmicos”.

“Nós não queremos reagrupamento, porque não queremos nem mais um no nosso país”, disse o líder do CHEGA.

No discurso de apresentação da proposta de lei, que irá baixar sem votação à comissão parlamentar, o ministro salientou que a alteração da lei de estrangeiros visa acabar com os “sete anos de política de imigração descontrolada dos Governos do PS”, de “portas escancaradas, autoridades desmanteladas, controlos afrouxados e integração esquecida”.

A proposta do Governo é de uma “política de imigração, regulada, firme e humanista”.

O atual e o anterior governo da AD têm “adotado as medidas que são indispensáveis para que controlemos a imigração e acolhamos com dignidade quem nos procura”, com políticas que “limitam o fluxo dos canais CPLP, visto de procura de trabalho, reagrupamento familiar e o regime transitório excecional criado o ano passado”.

“São medidas equilibradas, constitucionais e que preservam o essencial. Para acolhermos bem, temos que receber quem temos capacidade de integrar”, disse Leitão Amaro.

Entre as medidas, o Governo destaca a necessidade de “ajustar o regime CPLP”, acabando “com as autorizações de residência para quem veio com visto de turismo ou isenção de visto” e “imponto controlo de segurança e de efetivos meios de subsistência”.

Além disso, a alteração legal visa “limitar os vistos de procura de trabalho, que só ficam disponíveis para altamente qualificados”, novas regras para o reagrupamento familiar, com “um prazo mínio de dois anos quando se trata de reagrupar os maiores”, disse.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA responsabiliza PS e PSD pela crise da habitação e acusa José Luís Carneiro de dar luz verde a um Orçamento do Estado sem conhecer o seu conteúdo. André Ventura defende um pacote de emergência com benefícios fiscais, apoios às rendas e menos burocracia.
Socialistas e sociais-democratas preparam alterações à legislação do Tribunal de Contas que poderão beneficiar Luís Neves. A possibilidade de uma amnistia através de uma mudança legislativa levanta questões sobre o alcance da iniciativa e as suas consequências.
Comissão Parlamentar da Transparência considera grave a conduta de Ventura após a divulgação de um vídeo em que o líder do CHEGA percorreu corredores e espaços de outros grupos parlamentares, questionando a ausência de deputados numa sexta-feira.
André Ventura garantiu que a comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves na Polícia Judiciária vai avançar sem interrupções, mesmo durante a discussão do Orçamento do Estado. À saída da tomada de posse da comissão, o presidente do CHEGA denunciou tentativas de travar os trabalhos e assegurou que a investigação continuará mesmo que Luís Neves abandone o Governo.
PSD e PS aprovaram, na especialidade, alterações ao regime de fiscalização do Tribunal de Contas que incluem o afastamento do visto prévio em determinados procedimentos. André Ventura acusa os dois partidos de enfraquecerem o controlo da despesa pública e classifica a decisão como uma “via verde para a corrupção”.
André Ventura questionou esta terça-feira a permanência de Luís Neves à frente do Ministério da Administração Interna, na sequência das acusações feitas pelo antigo secretário-geral Ricardo Carrilho. O presidente do CHEGA falou em suspeitas de pressões para a prática de ilegalidades, questionou a gestão de 26 milhões de euros destinados ao SIRESP e prometeu impedir que a comissão parlamentar de inquérito seja bloqueada.
O Livre tentou impedir André Ventura de presidir à comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves, alegando um possível conflito de interesses relacionado com o assalto ao gabinete do líder do CHEGA. O pedido foi dirigido ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que rejeitou os argumentos apresentados e não identificou qualquer impedimento legal.
André Ventura anunciou, esta sexta-feira, a recandidatura à liderança do CHEGA, durante o Conselho Nacional do partido, em Lisboa. Perante uma estrutura que afirma ter atingido os 100 mil militantes, garantiu que o CHEGA será o maior partido do país, atacou os interesses instalados e deixou um aviso: “Quem nos vai travar? Bruxelas? A imprensa? Não! Só nós nos podemos travar!”
André Ventura acusou esta sexta-feira Luís Montenegro de transformar a cobrança de impostos numa prioridade do Governo, enquanto as famílias enfrentam despesas cada vez mais difíceis de suportar. No Parlamento, o presidente do CHEGA denunciou uma receita fiscal recorde, criticou a manutenção do IVA dos combustíveis e das portagens e acusou o primeiro-ministro de se "rir da pobreza dos portugueses".
André Ventura acusou esta quinta-feira PS e PSD de bloquearem a investigação parlamentar aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária. No debate de urgência na Assembleia da República, o presidente do CHEGA apontou diretamente a Aguiar-Branco e denunciou aquilo que considera ser uma tentativa de proteger o atual ministro da Administração Interna do escrutínio parlamentar.