CHEGA aprova audição sobre o colapso da Transtejo no eixo Seixal–Cais do Sodré

A Comissão Parlamentar das Infraestruturas, Mobilidade e Habitação aprovou esta semana o requerimento do Grupo Parlamentar do CHEGA para a audição da Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, e da Comissão de Utentes dos Transportes Públicos do Seixal (CUTS), na sequência do agravamento da situação da Transtejo na ligação fluvial Seixal–Cais do Sodré.

© Folha Nacional

O requerimento foi apresentado pela deputada coordenadora, Marta Silva, que é também a candidata à Câmara Municipal do Seixal nas próximas eleições autárquicas, na sequência de denúncias de má gestão, falhas técnicas nos navios elétricos e um serviço “à beira do colapso”. 

A ligação fluvial, vital para milhares de residentes da margem sul, enfrenta supressões constantes de carreiras, incumprimento de horários e sobrelotação. Uma reportagem recente do ECO revelou que cinco dos seis navios elétricos comprados pela Transtejo estavam imobilizados por avarias, mesmo em horas de maior procura.

A própria Secretária de Estado reconheceu que o projeto de eletrificação da frota fluvial foi mal planeado, com falhas de software, contratos de manutenção com empresas estrangeiras sem presença técnica em Portugal (como a ABB Espanha), e ausência de pessoal qualificado. A degradação do serviço tem levado muitos utentes a recorrer à linha ferroviária da Fertagus, que já se encontra saturada.

Marta Silva sublinha que “a população da margem sul está a ser discriminada no acesso a transporte público digno e funcional”, defendendo a adoção de medidas urgentes, como auditorias técnicas aos navios, reposição de carreiras suprimidas e reforço de meios térmicos enquanto a frota elétrica não estiver operacional.

A audição parlamentar pretende esclarecer responsabilidades e obter respostas concretas da tutela, num momento em que o descontentamento entre os utentes cresce diariamente. A candidata considera que “o colapso da Transtejo é mais do que um problema de mobilidade, é uma questão de dignidade para quem vive e trabalha fora de Lisboa”.

A data da audição será marcada nos próximos dias, com expectativa de forte participação da Comissão de Utentes. O tema promete marcar a agenda política local e nacional.

Últimas de Política Nacional

Ventura referiu que o CHEGA deu margem ao PSD para mudar o pacote laboral, acreditando que o partido pudesse afastar-se “dos velhos vícios políticos”.
O CHEGA reclamou hoje uma "grande vitória" na revisão constitucional e considerou haver condições para alterar a Lei Fundamental, após o acordo com o PSD que estima a conclusão do processo até ao final da próxima sessão legislativa.
O CHEGA vai votar contra a autorização legislativa pedida pelo Governo para legislar por decreto sobre a criação da Prestação Social Única, anunciou o líder do partido, defendendo uma "discussão aprofundada" no parlamento sobre este tema.
O CHEGA recebeu ‘luz verde’ para levar a plenário o seu requerimento para ser reapreciado o decreto que cria a pena acessória de perda da nacionalidade, diploma chumbado pelo Tribunal Constitucional.
O líder do CHEGA acusa comunistas de hipocrisia política e diz que foi durante a geringonça que os portugueses sofreram “uma brutal perda de poder de compra”.
O socialista Miguel Coelho suspendeu hoje o mandato de deputado à Assembleia Municipal de Lisboa, na sequência de investigações sobre adjudicações, inclusive na Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.
Líder do CHEGA fala em “governação de improviso”, acusa Executivo de esconder falhas no SIRESP e diz que famílias continuam abandonadas meses após os estragos provocados pelas tempestades.
O presidente do CHEGA disse que vai tentar, na especialidade, "corrigir o que está mal" na reforma do Tribunal de Contas, mas espera que a lei não seja aprovada em votação final global e não entre em vigor.
O índice de coincidência parlamentar revela que sociais-democratas votam mais vezes da mesma forma que o PS do que o CHEGA coincide com a votação dos socialistas na Assembleia da República.
O presidente do CHEGA anunciou hoje o pedido de audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, do secretário-geral adjunto demissionário António Pombeiro e do general Paulo Viegas Nunes, questionando a “integridade” desta escolha para o SIRESP.