Custos de construção de habitação nova sobem 4,8% em julho

Os custos de construção de habitação nova aumentaram 4,8% em julho, em termos homólogos, 0,9 pontos percentuais acima de junho, tendo a mão-de-obra subido 8,9% e os materiais 1,5%, divulgou hoje o INE.

© D.R.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em julho a variação homóloga do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) situou-se em 4,8%, com o custo da mão-de-obra a contribuir com 4,0 pontos percentuais (3,4 pontos percentuais no mês anterior) para a formação da taxa de variação homóloga daquele índice e os materiais a registarem um contributo de 0,8 pontos percentuais (0,5 pontos percentuais em junho).

Entre os materiais que mais influenciaram positivamente a variação agregada do preço estão os vidros e espelhos, com uma subida de cerca de 30%, e os aparelhos de climatização, com uma subida de cerca de 15%, detalha o INE.

Em sentido oposto, destacaram-se a chapa de aço macio e galvanizada, com uma descida de cerca de 15%, e as tubagens de aço, de ferro fundido e aparelhos para canalizações, com reduções a rondar os 10%.

Quanto à taxa de variação mensal do ICCHN, foi de 0,7% em julho, 0,3 pontos percentuais superior à registada no mês anterior, tendo o custo dos materiais e o da mão-de-obra subido 0,3% e 1,1%, respetivamente.

A mão-de-obra contribuiu com 0,6 pontos percentuais para a formação da taxa de variação mensal do índice, enquanto a contribuição do preço dos materiais foi de 0,1 pontos percentuais (0,6 pontos percentuais e -0,2 pontos percentuais em junho, respetivamente).

Últimas de Economia

Cerca de metade dos 22 mil pedidos de apoio para a reconstrução de casas devido ao mau tempo são dos concelhos de Leiria, Pombal e Marinha Grande, revelou hoje o coordenador da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes.
As dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico registaram um novo valor recorde de quase 3,1 mil milhões na União Europeia (UE) em 2025, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação voltou a descer em janeiro, após ter subido em dezembro pela primeira vez num ano, fechando o mês em 2,83%, disse hoje o Banco de Portugal.
Casas vazias do Estado podem ganhar nova vida e servir para responder à falta de habitação que continua a afetar milhares de famílias em Portugal. Essa é a proposta apresentada pelo CHEGA, que defende a recuperação e reutilização de imóveis públicos devolutos como resposta à atual crise habitacional que Portugal atravessa.
Portugal dispõe de reservas para 93 dias de consumo, num cenário de disrupção, indicou a ENSE, ressalvando que as importações nacionais não têm exposição a Ormuz nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas.
A referência europeia para o preço do gás natural, o contrato TTF (Title Transfer Facility) negociado nos Países Baixos, subiu mais de 33% por volta das 09:40 (hora de Portugal Continental), justificado pela nova onda de ataques no Irão.
O índice de produção industrial registou uma variação homóloga de 1,2% em janeiro, 0,5 pontos percentuais (p.p.) inferior à observada em dezembro, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 6,1 mil milhões de euros em janeiro, para 280.857 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A bolsa de Lisboa negocia hoje em baixa, com 15 títulos do PSI a descer, orientados pelos do BCP (-4,33% para 0,85 euros), e com os da Galp a subir 5,68%.
A inflação aumentou para 2,1% em fevereiro de 2026, ficando 0,2 pontos percentuais acima da variação de janeiro, estimou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).