Meta adiciona controlos parentais para interações entre IA e adolescentes

A Meta anunciou esta sexta-feira que está a adicionar controlos parentais para as interações entre crianças e os chatbots de inteligência artificial (IA), incluindo a capacidade de desativar parcialmente os modelos de IA a partir do início do próximo ano.

© D.R.

A Meta anunciou esta sexta-feira que está a adicionar controlos parentais para as interações entre crianças e os chatbots de inteligência artificial (IA), incluindo a capacidade de desativar parcialmente os modelos de IA a partir do início do próximo ano.

A empresa, detentora do Facebook, Instagram e WhatsApp, informou que a nova atualização não permite aos pais desativar totalmente o assistente de IA da Meta, que “continuará disponível para oferecer informações úteis e oportunidades educacionais, com proteções padrão adequadas à idade para ajudar a manter os adolescentes seguros”.

Neste sentido, os pais poderão desativar apenas alguns aspetos e funcionalidades específicas dos chatbots, sendo que poderão obter “informações” sobre o que os filhos estão a conversar com as ferramentas, embora não tenham acesso completo ao histórico de conversa.

As mudanças ocorrem num momento em que a gigante das redes sociais enfrenta críticas sobre os danos causados nas crianças pelas plataformas digitais, ao mesmo tempo que os chatbots de IA também estão a ser alvo de escrutínio pelas interações com crianças.

Mais de 70% dos adolescentes já utilizaram modelos de IA e metade deles utiliza regularmente, de acordo com um estudo recente da Common Sense Media, uma organização sem fins lucrativos que estuda e defende o uso sensato das tecnologias.

Na terça-feira, a tecnológica também informou que reforçou a segurança nas contas Instagram de adolescentes, para filtrar mais conteúdos relacionados com tendências virais consideradas potencialmente nocivas.

A ‘gigante’ da tecnologia disse que também irá ocultar “qualquer publicação que contenha linguagem grosseira e certos desafios considerados arriscados”, bem como conteúdos que possam incitar a “comportamentos potencialmente nocivos”, segundo um comunicado da empresa citado pela agência France Presse (AFP).

Últimas do Mundo

O número de mortos no incêndio que destruiu um complexo residencial em Hong Kong no final de novembro subiu para 168, anunciaram hoje as autoridades, confirmando tratar-se do balanço final após a conclusão das operações de identificação.
Espanha recebeu no ano passado 97 milhões de turistas internacionais, mais 3,5% do que em 2024 e um recorde nos registos do país, segundo uma estimativa oficial divulgada hoje pelo Governo.
A rede social X anunciou na quarta-feira que implementou medidas para impedir que a sua ferramenta de inteligência artificial Grok dispa "pessoas reais", em resposta às críticas e à pressão das autoridades de vários países.
A autoridade suíça da concorrência anunciou hoje que abriu uma investigação contra a ‘gigante’ americana Microsoft relativamente ao preço das suas licenças.
Portugal determinou na quarta-feira o encerramento temporário da embaixada no Irão, quando ocorrem manifestações massivas contra o regime iraniano, anunciou hoje o Ministério dos Negócios português.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou hoje que 2025 foi um dos três anos mais quentes desde que há registos.
A Google atualizou a sua política de controlo parental para que os pais tenham de dar o seu consentimento antes que um menor possa desativar a supervisão parental gerida pelo ‘Family Link’ na sua conta Google.
A coproprietária do bar La Constellation, na estância de esqui suíça Crans-Montana, onde morreram 40 pessoas num incêndio em 01 de janeiro, incluindo uma portuguesa, ficou hoje em liberdade condicional, decidiu o tribunal do cantão de Valais.
A Tailândia recebeu, no ano passado, 57.497 turistas portugueses, um aumento de 4,93% em relação a 2024, o que constitui um recorde, de acordo com dados hoje divulgados.
Uma segunda volta nas presidenciais implica novos boletins de voto, mas alguns emigrantes portugueses poderão ter de fazer a sua escolha nos boletins da primeira volta, se os novos não chegarem a tempo, segundo fonte oficial.