Ventura quer os beneficiários de rendimentos mínimos a trabalhar em prol da comunidade

André Ventura quer que os beneficiários do Rendimento Social de Inserção trabalhem em prol da comunidade. O líder do CHEGA defende que o apoio estatal deve implicar contrapartidas e combater a “subsidiodependência”.

© Folha Nacional

O líder do CHEGA, André Ventura, defendeu esta segunda-feira que os beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) que estejam em idade ativa e em condições de trabalhar devem prestar serviços em prol da comunidade, nomeadamente em tarefas como a limpeza de espaços públicos, o apoio técnico ou os serviços auxiliares.

Segundo o presidente do segundo maior partido, a proposta pretende combater a “subsidiodependência” e reforçar a ideia de que o apoio estatal deve ser “um instrumento de inclusão que exige contrapartidas”.

De acordo com dados oficiais citados pela Rádio Renascença, o número de beneficiários do RSI desceu para cerca de 172 mil pessoas, o valor mais baixo desde 2006. O montante médio da prestação situa-se atualmente em 156 euros por mês. Apesar da redução, várias entidades alertam que tal queda não reflete uma diminuição proporcional da pobreza no país.

Em declarações ao Folha Nacional, André Ventura sublinhou que “quem recebe apoio deve também contribuir com trabalho para a comunidade”, defendendo que a medida reforça o sentido de responsabilidade e de reciprocidade social.

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