Ventura rejeita envio de jovens portugueses para a guerra na Ucrânia

André Ventura deixou um recado direto ao país: Portugal deve condenar a Rússia, mas não enviará jovens portugueses para morrer na Ucrânia. O candidato presidencial exige clareza dos líderes políticos e garante que, se for eleito, evitará qualquer participação militar portuguesa no conflito.

© Folha Nacional

Em visita a Setúbal, o candidato presidencial André Ventura marcou posição sobre o conflito no Leste europeu, deixando claro que Portugal não deve, nem irá, enviar jovens para combater na guerra da Ucrânia. Embora reitere a “condenação firme e inequívoca” à invasão russa, Ventura afirma que o país não pode ser arrastado para um conflito que considera “totalmente alheio aos portugueses”.

“O invasor é a Rússia e isso tem de ser dito sem hesitações. Mas isso não significa colocar jovens portugueses num conflito que não é o deles”, declarou e acrescentou: “Farei tudo para evitar que os portugueses participem num teatro de guerra que lhes é alheio.”

Ventura rejeitou que o país venha a repetir episódios dolorosos da história recente: “Não quero jovens portugueses a morrer na Ucrânia. Vejo com graça alguns que passam a vida aos gritos com a guerra colonial e agora querem enviar os nossos jovens para outro conflito.”

O candidato pediu ainda “clareza e responsabilidade” aos líderes nacionais, sublinhando que o país não pode ser empurrado para decisões precipitadas motivadas por alinhamentos externos.

Apesar da oposição à presença de militares portugueses no terreno, o Presidente do CHEGA destacou a importância do contributo de Portugal no quadro da NATO, especialmente nas missões de defesa aérea na Europa. “As Forças Armadas Portuguesas têm cumprido de forma exemplar o seu papel junto dos nossos aliados”, afirmou, frisando que essa cooperação não deve ser confundida com o envio de tropas para a linha da frente.

“Se há outros povos entusiasmados com isto, eles que enviem os seus jovens”, rematou.

Com esta posição, Ventura coloca o tema da participação militar portuguesa no centro da campanha presidencial, defendendo uma estratégia que combine firmeza diplomática com prudência militar, e garantindo que, sob a sua presidência, nenhum jovem português será enviado para morrer numa guerra que não é a sua.

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