Presidenciais: Estudantes em mobilidade académica queixam-se de dificuldades para votar

Os estudantes portugueses em mobilidade académica internacional queixam-se de dificuldades para votar nas eleições presidenciais, defendendo mecanismos como o voto postal para cidadãos temporariamente no estrangeiro, segundo um comunicado da Erasmus Student Network (ESN) Portugal.

© D.R.

Enquanto organização representativa dos interesses dos estudantes em mobilidade internacional, a ESN Portugal manifestou a sua preocupação relativamente às dificuldades enfrentadas por estudantes portugueses em programas de mobilidade académica no exercício do seu direito constitucional de voto.

“As eleições presidenciais correntes voltam a evidenciar um problema estrutural do sistema eleitoral português: a inexistência de um enquadramento adequado para situações de mobilidade temporária, como é o caso dos estudantes em mobilidade, como o programa Erasmus+”, lê-se na nota.

Isto porque o voto presencial, obrigatório na escolha do Presidente da República português, se encontra frequentemente limitado às capitais dos países de acolhimento.

E, em relação ao voto antecipado, este “foi feito em períodos curtos, em dias úteis e em horários incompatíveis com obrigações académicas”.

“Para muitos estudantes, estas condições implicam deslocações longas, custos financeiros elevados ou a necessidade de faltar a atividades letivas obrigatórias. Em países onde não existe representação diplomática portuguesa permanente, o exercício do direito de voto pode inclusive exigir a deslocação a outro país”, segundo o comunicado.

A ESN Portugal defende medidas como “a criação de um regime específico de exercício do direito de voto para situações de mobilidade temporária académica através da possibilidade de voto postal em todas as eleições nacionais” e o “alargamento dos períodos de voto no estrangeiro”.

Preconiza ainda o reforço dos locais consulares e oficiais de votação, garantindo maior proximidade às comunidades portuguesas no estrangeiro.

Cerca de 11 milhões de eleitores residentes em Portugal e no estrangeiro estão recenseados para votar nas eleições presidenciais de domingo, em que concorrem um número recorde de candidatos, num total de 11.

Dos 11.039.672 eleitores, 1.777.019 votam no estrangeiro, 1.050.356 dos quais na Europa.

Últimas do País

O homem detido por lançar um engenho incendiário contra participantes da Marcha pela Vida é professor de Belas-Artes e militante do PS, estando indiciado por crimes de natureza terrorista.
Um homem de 22 anos foi detido pela PSP da Ribeira Grande, nos Açores, por estar "fortemente indiciado" por violência doméstica contra a ex-namorada, tendo ficado em prisão preventiva, foi hoje anunciado.
O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, a mais afetada pelo mau tempo, admitiu hoje que as árvores que ainda estão caídas podem não ser retiradas até final de junho, apesar dos esforços.
Um homem de 50 anos foi baleado na perna por dois suspeitos encapuzados que dispararam a partir de um carro e fugiram de imediato, numa tentativa de homicídio que está agora sob investigação da Polícia Judiciária.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve o suspeito do ataque ocorrido na ‘Marcha pela Vida’, junto à Assembleia da República, num caso que poderá configurar crime de natureza terrorista.
Dois homens, tio e sobrinho, vão ser julgados em Leiria por tráfico de droga agravado em coautoria, segundo a acusação consultada pela agência Lusa, que refere cerca de seis toneladas de cocaína de valor superior a 200 milhões de euros.
A Associação Nacional dos Cuidados Continuados (ANCC) alertou hoje para o fecho de mais duas unidades na região de Lisboa e lamentou que esta área tenha ficado fora da adenda ao compromisso com o setor social para 2026.
Dois em cada três condutores envolvidos em acidentes com vítimas em 2024 apresentaram valores de álcool no sangue considerados crime, revela um estudo da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária, que alerta para este problema “particularmente grave em Portugal”.
O presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, Luís Duarte Costa, demitiu-se no final de fevereiro do cargo de diretor do Serviço de Urgência Geral (SUG) da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra, revelou hoje o médico à Lusa.
O casal suspeito de ter negligenciado a prestação de cuidados de saúde, alimentação e higiene a uma mulher de 98 anos foi hoje condenado pelo Tribunal de Setúbal a 22 e 20 anos de prisão.