Campanha da 2.ª volta das presidenciais arranca hoje após debate entre Ventura e Seguro

A campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais arranca oficialmente hoje, um dia após o debate entre António José Seguro e André Ventura, marcado pela discussão sobre saúde, legislação laboral, poderes presidenciais, regulação da imigração e política internacional.

© Folha Nacional

A escolha do sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa está marcada para 8 de fevereiro, sendo hoje o primeiro de dez dias de campanha oficial, que termina a 06 de fevereiro, véspera do dia de reflexão.

Os dois candidatos partem para a campanha eleitoral após o único frente a frente televisivo da segunda volta.

No debate realizado na noite de terça-feira, André Ventura deixou o alerta de que a campanha de António José Seguro trata-se de uma batalha para o cancelar, referindo-se à disputa eleitoral como uma “luta de elites contra o povo”, enquanto António José Seguro garantiu que exercerá o mandato de Presidente da República com independência.

No final do debate, Seguro disse que oferece ao país experiência e moderação. Ventura fez um apelo aos eleitores revoltados “com o país político”, acusando o adversário de ser um candidato “refém de todos os interesses do sistema”.

A campanha arranca hoje, o dia seguinte ao da afixação do edital apuramento geral do primeiro sufrágio, procedimento que ocorreu na terça-feira no Tribunal Constitucional, como determina a Lei Eleitoral do Presidente da República.

Os cidadãos que pretendem votar antecipadamente em mobilidade poderão fazê-lo em 01 de fevereiro. Para isso, é necessário manifestar essa intenção por via postal ou por meio eletrónico no site oficial sobre o voto antecipado até 29 de janeiro, escolhendo o município onde votar.

Na primeira volta, António José Seguro obteve 31,11% (1.755.563 votos), enquanto André Ventura reuniu 23,52% (1.327.021 votos), segundo o edital do apuramento geral dos resultados afixado pelo Tribunal Constitucional.

O atual Presidente da República, eleito em 2016, é Marcelo Rebelo de Sousa, que termina o seu mandato em março de 2026.

O vencedor do sufrágio vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e que termina o segundo mandato em março.

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