“A saturação extrema dos solos, provocada pela precipitação persistente, tem gerado instabilidade geológica em todo o território”, justificou a autarquia, em comunicado.
O último balanço do Serviço Municipal de Proteção Civil de Lamego apontou para “258 ocorrências desde o início da intempérie, sendo a maioria (168) relativas a movimentos de massa (deslizamentos de terras e quedas de muros) e inundações”.
“Com a ativação deste plano, o Centro de Coordenação Operacional Municipal entrou em funcionamento permanente”, explicou a autarquia, acrescentando que fica assim garantida a articulação direta entre autarquia, bombeiros, GNR, PSP e outras entidades de apoio.
Segundo a Câmara de Lamego, “todos os agentes de proteção civil do concelho encontram-se em estado de prontidão máxima” e foram preposicionados “meios mecânicos de desobstrução em pontos estratégicos para garantir uma resposta célere a eventuais cortes de via”.
A Câmara reforçou o pedido à população para que evite a circulação e a permanência junto a zonas ribeirinhas, nomeadamente os rios Douro, Varosa e Balsemão, e a áreas arborizadas.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.