Às 04h30 de hoje, a escola de Taveiro recebeu 22 pessoas, a escola Inês de Castro 43 e o pavilhão Mário Mexia 95 idosos, disse à agência Lusa fonte oficial da Câmara de Coimbra.
Estas zonas de concentração e apoio à população (ZCAP) foram definidas anteriormente e estão preparadas para acolher pessoas que precisam de ser retiradas de zonas onde está identificado o risco de cheia da bacia do Mondego.
O pavilhão Mário Mexia funciona como ZCAP para 95 idosos, retirados de três lares da freguesia de São Martinho do Bispo.
A ZCAP de Ceira, que também tinha sido acionada na noite de terça-feira, localizou-se, às 04h30, sem qualquer pessoa, informou a mesma fonte.
De acordo com a fonte oficial da proteção civil local, toda a população que poderá ser afetada “foi avisada”.
Município e proteção civil irão “continuar a bater às portas” das pessoas, disse também esta fonte.
Fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra (CSREPC) confirmou à Lusa a retirada de 160 pessoas durante a noite, explicando que os números que são registados dizem apenas respeito a pessoas retiradas com ajuda de bombeiros, nomeadamente cidadãos com dificuldades de mobilidade.
“A restante população terá recorrido aos meios próprios para estar fora da zona de risco, seguindo as orientações da proteção civil”, disse.
Segundo a mesma fonte, não havia, até ao momento, indicação de pessoas retiradas de Soure e Montemor-o-Velho.
Face ao risco de as margens do Mondego colapsarem, a Câmara de Coimbra decidiu na noite de terça-feira avançar com uma retirada preventiva em várias zonas do concelho, que abrange entre 2.800 a 3.000 pessoas, afirmou, na altura, a presidente do município, Ana Abrunhosa.
Face ao risco de inundações numa parte do concelho, todas as escolas das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila estarão encerradas hoje, assim como o Portugal dos Pequenitos.
Segundo Ana Abrunhosa, seriam retiradas pessoas de localidades da zona ribeirinha de Torres do Mondego e Ceira (zona de concentração: Casa do Povo de Ceira), da zona de São Martinho do Bispo (Escola Inês de Castro) e Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila (Escola de Taveiro).
Apesar de haver uma ordem de retirada que abrange cerca de três mil pessoas, Ana Abrunhosa explicou que em geral “25% das pessoas é que utilizam estas zonas de concentração e apoio à população”, com o restante da população a socorrer-se de meios próprios e casas de familiares.