Ventura apela a prolongamento de isenção de portagens e calamidade

Para o presidente do CHEGA, a decisão de não prolongar o estado de calamidade ignora a realidade no terreno e deixa famílias e empresas à mercê do prejuízo.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA instou o Governo a prolongar, até ao final do mês, tanto o estado de calamidade como a isenção temporária de portagens nos concelhos mais afetados pelas recentes intempéries. O apelo foi feito em Condeixa, à margem de uma visita aos Bombeiros Voluntários locais.

André Ventura defendeu que várias localidades continuam sem meios para responder aos estragos provocados pelo mau tempo e alertou para as dificuldades acrescidas das famílias atingidas. Segundo afirmou, há agregados que perderam as suas casas e que, sem o enquadramento legal do estado de calamidade, ficam impedidos de beneficiar de moratórias, sendo obrigados a suportar simultaneamente os encargos da habitação destruída e da residência provisória.

“O país continua numa situação de calamidade”, afirmou, sustentando que a manutenção das medidas é indispensável para assegurar algum alívio financeiro enquanto decorrem as avaliações de prejuízos e os processos de reconstrução.

Relativamente às portagens, o líder do CHEGA referiu que alguns autarcas se mostraram disponíveis para assumir os custos da isenção após o termo da medida governamental. Considera que tal cenário expõe falhas na resposta nacional e reiterou o apelo para que o Executivo restabeleça a gratuitidade nas autoestradas das zonas afetadas, pelo menos até ao final do mês.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA pediu hoje audições parlamentares do ministro da Defesa, Nuno Melo, e de um representante da empresa portuguesa NT Group (NTG), para esclarecer questões relacionadas com a aquisição de três fragatas a Itália.
O CHEGA aparece à frente do Partido Socialista (PS) nas intenções de voto dos inquéritos feitos online durante o mês de agosto.
O líder do CHEGA, André Ventura, reagiu com "estupefação" ao processo judicial anunciado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, acusando o Governo de "opacidade e arrogância". O político insistiu ainda na exigência de esclarecimentos sobre a compra de três fragatas a Itália e sobre alegadas comissões de intermediação.
O CHEGA considerou "de uma enorme gravidade" a decisão do Presidente da República de enviar para o Tribunal Constitucional o decreto sobre retorno de estrangeiros, sustentando tratar-se de "uma irresponsabilidade".
O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.
O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Luís Neves está novamente no centro da polémica. O atual ministro da Administração Interna vai ser julgado no Tribunal de Contas por infrações financeiras cometidas quando era diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), num caso relacionado com contratos públicos que, segundo o tribunal, não cumpriram as regras da contratação pública.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O movimento de professores Missão Escola Pública (MEP) considerou hoje que será "praticamente impossível" concluir as reapreciações da 1.ª fase dos exames nacionais até sexta-feira, relatando casos de docentes convocados nos últimos dias.