Os dados divulgados na síntese do sistema bancário indicam a exposição do setor a estes concelhos, mas não estimam o possível acréscimo de risco do setor bancário nestas zonas devido aos estragos criados pela tempestade.
Segundo o BdP, nestes concelhos, em dezembro de 2025, os bancos tinham emprestados 13,5 mil milhões de euros às empresas, sendo parte significativa no setor industrial.
Já às famílias com residência fiscal nestas regiões, os bancos tinham em carteira 20,8 mil milhões de euros em crédito à habitação, dos quais 15,8 mil milhões de euros em crédito para habitação própria e permanente.
O BdP diz que, “antes do impacto das tempestades, estas exposições não evidenciavam um nível de risco de crédito superior ao da carteira total de empréstimos”.
Contudo, ainda não estima novos níveis de risco associados aos problemas causados nas famílias e empresas pelas tempestades.
Ainda assim, o BdP afirma que eventos extremos implicam “aumento dos riscos para o setor bancário, em particular risco de crédito”, quer devido aos estragos nas casas e nas infraestruturas das empresas quer devido ao impacto na capacidade de as empresas continuarem a laboral (colocando em causa pagamentos de dívida) e, logo, nos postos de trabalho.
Após os impactos da tempestade, foram criadas medidas de apoio, como moratórias de crédito famílias e empresas (que suspendem os pagamentos dos créditos durante três meses) e linhas de crédito com garantia pública para empresas.
O Banco de Portugal não indica, nos dados hoje divulgados, quantos clientes bancários já aderiram às moratórias.