Outras ‘Medinices’ polémicas do ‘delfim’ de António Costa

© Folha Nacional

Depois de a Polícia Judiciária ter efetuado, esta semana, buscas na Câmara Municipal de Lisboa por “suspeitas de corrupção, participação económica em negócio e falsificação”, numa nomeação para “prestação de serviços que foi assinada em 2015” pelo então presidente da autarquia, Fernando Medina (PS), que é agora ministro das Finanças, o Folha Nacional voltou atrás no tempo e foi recuperar outras polémicas que envolvem o número 2 do Governo, também conhecido por o ‘delfim de Costa’.

 

Image
Envio de dados de manifestantes à Embaixada da Rússia
A Câmara Municipal de Lisboa enviou, quando Fernando Medina era o presidente, dados relativos a manifestantes anti-Putin à Embaixada da Rússia em Portugal. Este envio ocorreu em 27 ocasiões, mas não foi caso único. A autarquia enviou também dados de protestantes às embaixadas de Angola, Israel, China e Venezuela. Entre estes dados constavam os nomes, as moradas e os contactos de ativistas. A polémica estalou em 2021 e levou o Ministério Público a abrir um inquérito
Image
O assessor que ia ganhar mais do que o próprio ministro
O ano passado teve um verão quente, especialmente para Fernando Medina, pois ficou-se a saber que o ministro das Finanças havia contratado Sérgio Figueiredo para seu consultor. Problema: Sérgio Figueiredo era o diretor de informação da TVI quando foi criado um espaço de comentário para Medina e agora, como consultor contratado pelo mesmo Medina, iria receber um salário ilíquido de mais de 4.700 euros mensais. Houve até quem sugerisse que se tratava de uma troca de favores…
Image

Ai o duplex…
O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, não declarou ao Constitucional o duplex no centro da capital de que era proprietário desde 2016, ao contrário do que determina a lei – os autarcas têm de atualizar a sua declaração de rendimentos quando há uma alteração patrimonial superior a 50 vezes o salário mínimo. Um mês antes de adquirir o imóvel, Medina atualizou a declaração: disse ter dado um sinal de 220 mil euros para comprar casa, mas não disse qual era o valor total do duplex.

Image
… mais problemas com o duplex
O duplex de Fernando Medina foi comprado, segundo o que foi noticiado, a Isabel Maria Teixeira Duarte – uma das herdeiras do grupo Teixeira Duarte. Depois de o então presidente da Câmara Municipal de Lisboa ter adquirido o duplex, a autarquia adjudicou, no ano seguinte, as obras de reparação do viaduto e miradouro de São Pedro de Alcântara na ordem dos 5,5 milhões de euros à Teixeira Duarte. De referir, que esta adjudicação foi feita por ajuste direto, sem concurso público.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.
O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Luís Neves está novamente no centro da polémica. O atual ministro da Administração Interna vai ser julgado no Tribunal de Contas por infrações financeiras cometidas quando era diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), num caso relacionado com contratos públicos que, segundo o tribunal, não cumpriram as regras da contratação pública.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O movimento de professores Missão Escola Pública (MEP) considerou hoje que será "praticamente impossível" concluir as reapreciações da 1.ª fase dos exames nacionais até sexta-feira, relatando casos de docentes convocados nos últimos dias.
O presidente do Chega considerou ontem que os dados sobre a dívida pública evidenciam uma "péssima gestão" do Governo, além de uma "enorme incompetência", e defendeu que este "é um dado que não deve ser desvalorizado".
O presidente do CHEGA, André Ventura, afirmou que os responsáveis pela invasão do seu gabinete devem ser afastados "da Assembleia da República e da vida política".
O Presidente do CHEGA voltou a pedir a demissão do ministro da Administração Interna e a intervenção do Presidente da República, considerando que as polémicas com Luís Neves estão a levar a uma "degradação da autoridade do Estado".
A escolha é entre André Ventura, do CHEGA, e Luís Montenegro, do PSD. Para os inquiridos da última sondagem da Aximage, André Ventura ocupa o primeiro lugar no pódio, com 44% dos inquiridos a considerá-lo o Líder da direita em Portugal. Em segundo lugar surge Luís Montenegro, atual Primeiro-ministro, com 43% dos votos.