Lucros da Iberdrola cresceram 11,7% em 2022, para 4.339 milhões de euros

O grupo espanhol de energia Iberdrola teve lucros de 4.339 milhões de euros no ano passado, um aumento de 11,7% em relação a 2021, revelou hoje a empresa.

A Iberdrola, que está presente em Portugal, diz que os resultados foram positivos em todos os mercados onde está presente menos em Espanha, onde os lucros diminuíram 19% no ano passado.

A empresa atribui estes resultados em Espanha a medidas de regulação e fiscais adotadas no país e a um aumento de custos, associados à inflação, que o grupo energético assegura não ter transferido para os clientes.

Os resultados em Espanha e a desaceleração no México foram compensados, segundo a Iberdrola, pelo desempenho nos Estados Unidos e no Brasil.

O resultado do grupo antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) alcançou os 13.228,1 milhões de euros em 2022, um crescimento de 10,2% em relação a 2021.

A empresa destaca, na informação divulgada hoje, que no ano passado, num contexto de inflação e crise energética, marcada por perturbações nas cadeias de abastecimento, aumentou os investimentos em 13%, para os 10.730 milhões de euros, um valor recorde na história da Iberdrola.

A União Europeia foi o destino da maior fatia desse investimento, 38%, com 3.000 milhões de euros a ficarem em Espanha e 1.200 milhões aplicados em países como Alemanha, França e Portugal.

Cerca de 25% do investimento de 2022 da Iberdrola foi nos Estados Unidos, 20% na América Latina, 13% no Reino Unido e os 4% restantes noutras regiões do mundo, como a Austrália.

A empresa sublinha que 90% de todos os investimentos foram em energias renováveis e redes novas de distribuição.

O grupo fechou 2022 com uma capacidade instalada de produção de energia com fontes renováveis de cerca de 40.000 megwatts (MW) em todo o mundo.

Últimas de Economia

O fisco exigiu às concessionárias de barragens 62 milhões de euros de IMI, mas o Estado só arrecadou 3% do valor, porque as restantes liquidações estão a ser contestadas em tribunal, afirmou hoje a diretora da instituição.
A taxa de juro média anual implícita nos contratos de crédito à habitação foi de 3,414% em 2025, contra 4,372% no ano anterior, tendo a prestação média anual diminuído oito euros (2,0%) para 396 euros, anunciou hoje o INE.
A bolsa de Lisboa esteve entre as que mais perderam hoje, com uma queda de 1,14% para 8.463,77 pontos, tendo a Mota-Engil recuado quase 5%, acompanhando a tendência das principais praças europeias.
A CMVM alertou hoje que as entidades IQCapitalInvest e Roctec Futures Limited não estão autorizadas a exercer a atividade de intermediação financeira em Portugal.
A bolsa de Lisboa negociava hoje em baixa, com 14 dos 16 títulos do PSI a descerem, liderados pelos da EDP Renováveis, que caíam 2,07% para 12,80 euros.
Portugal foi em 2024 o quinto país da União Europeia com maiores receitas geradas por turistas estrangeiros, no valor de 28.000 milhões de euros, surgindo Espanha na liderança com 98.000 milhões, seguida por França, Itália e Alemanha.
A taxa de inflação homóloga da zona euro foi de 1,9% em dezembro de 2025, divulgou hoje o Eurostat, revendo em ligeira baixa a estimativa anterior (2,0%) e apontando uma taxa de 2,3% na União Europeia (UE).
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a economia da zona euro vai crescer 1,3% em 2026 e em 1,4% em 2027, segundo as previsões divulgadas hoje.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em alta a previsão de crescimento da economia mundial para 3,3% este ano, segundo o relatório divulgado hoje.
O ministro das Infraestruturas deu hoje como concluídas as obras da linha ferroviária entre Évora e a fronteira com Espanha, mas revelou que os comboios só vão circular no final do ano ou início de 2027.