CHEGA antecipa cenário de “tensão institucional” entre Costa e Marcelo

©CHEGA

O presidente do CHEGA, André Ventura, antecipou hoje um cenário de “tensão institucional” entre o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa, ao longo dos próximos anos.

Acho que já ficou evidente que Marcelo Rebelo de Sousa já descolou do Governo de António Costa. Nós nunca tínhamos ouvido, em sete anos de mandato, o que Marcelo Rebelo de Sousa disse sobre a lei da habitação”, afirmou André Ventura.

“Eu diria, correndo sempre o risco de me enganar, que a relação entre o Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa entrou num ponto sem retorno”, defendeu.
Em declarações aos jornalistas numa visita à Feira Regional da Cana de Açúcar, no concelho madeirense da Ponta do Sol, o líder do CHEGA considerou que “Marcelo já não confia no Governo” e o “Governo já não confia em Marcelo”.

“E isto significa que, com toda a probabilidade vamos ter uma espécie de conflito institucional, ou pelo menos de tensão institucional, ao longo dos próximos anos”, declarou.

Referindo que não acredita que o Governo liderado por António Costa chegue até ao fim da legislatura, André Ventura defendeu que “é importante que o Presidente [da República] se mantenha afastado do Governo porque pode ser chamado a decidir e a tomar decisões muito em breve”.

“Mas eu diria que os próximos dois anos serão, se não de conflito, de tensão institucional, não por culpa de Marcelo Rebelo de Sousa, mas por culpa do Governo que não estava habituado a ouvir críticas e agora quando as ouve imediatamente lança os seus cães de fila todos para atacar quem o ataca, seja o CHEGA, seja o Presidente da República ou qualquer outro líder partidário”, reforçou.

Últimas de Política Nacional

Os requerimentos, apresentados pelo CHEGA, JPP e PS, foram aprovados hoje por unanimidade na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação (CIMH).
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, acusou hoje Luís Marques Mendes de criar "fumaça" sobre o Orçamento do Estado para 2027 por estar "desesperado" e a "descer nas sondagens".
O candidato presidencial André Ventura considerou hoje que o Presidente da República tem legitimidade para dizer ao Governo "para onde é que tem de ir" em diferentes políticas e áreas da sociedade.
O candidato presidencial e líder do CHEGA acusou o primeiro-ministro e presidente do PSD de querer uma "marioneta" em Belém ao apelar ao voto em Marques Mendes e de estar "com medo" da sua candidatura.
Diplomacia, poder e vida pessoal cruzam-se em Budapeste: Maria Cristina Castanheta, companheira de Henrique Gouveia e Melo, foi nomeada embaixadora de Portugal na Hungria, numa decisão já validada por Belém e pelo Governo e que surge em pleno arranque da corrida presidencial.
Apesar de ter ficado provado o arremesso de objetos, incluindo pedras e garrafas, e de um jornalista ter sido ferido, o Ministério Público concluiu que não existem indícios suficientes para levar a julgamento os manifestantes não identificados.
O Supremo Tribunal de Justiça anulou as medidas de coação agravadas aplicadas pela Relação de Lisboa no processo de corrupção da Madeira, considerando que os factos invocados não sustentavam qualquer limitação à liberdade dos arguidos. Pedro Calado e dois empresários regressam ao simples Termo de Identidade e Residência.
André Ventura defendeu que um Presidente da República não deve interferir em processos judiciais concretos e acusou os candidatos da esquerda de já terem “chegado a um acordo” político que escondem do eleitorado.
O Líder do CHEGA elogia o diagnóstico de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o país, mas deixa o alerta: “Portugal não precisa de análises, precisa de ação”.
O Presidente da Assembleia da República (PAR) criticou hoje o ambiente de “desconfiança permanente” sobre os políticos e, a propósito das presidenciais, reservou um eventual processo de revisão constitucional para o órgão competente: o Parlamento, cujos trabalhos dirige.