Trabalhadores do SNS insatisfeitos com gestão e falta de recursos

©D.R.

Os trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde sentem-se apoiados pelas suas equipas e chefias diretas, mas estão insatisfeitos com a gestão das unidades de saúde e com os recursos para desempenhar bem as respetivas funções, revela um estudo.

O 1º Barómetro da Cultura Organizacional associada à Prestação de Cuidados é apresentado hoje na 12ª Conferência de Valor da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), em Guimarães.

Segundo os resultados de um inquérito distribuído aos profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), “é notório que os trabalhadores se sentem integrados e apoiados, quer pelas suas chefias diretas, como pelas suas equipas de uma forma global”.

Foram 75% os trabalhadores que responderam que sabem o que é esperado que façam no seu trabalho e 70% sentem-se tratados com respeito pelos colegas, revelou a APAH, sublinhando que estes foram os temas com melhor desempenho do barómetro, “o que indica claramente uma identificação dos respondentes com as equipas em que se integram”.

No entanto, apenas 34% dos que responderam ao inquérito consideram que têm tempo e os recursos necessários para desempenhar bem a sua função, tendo sido a dimensão sobre os recursos a que, agregadamente, apresenta a avaliação mais negativa por parte dos trabalhadores.

Também baixos são os resultados sobre a gestão das respetivas unidades de saúde e a forma como as instituições valorizam o seu trabalho, com 56% dos inquiridos a fazer “uma avaliação negativa sobre a forma como os diferentes gestores das diversas instituições de saúde percecionam a atividade das organizações”.

Apenas 20% dos trabalhadores consideram que conseguem influenciar a forma como as coisas são feitas nas suas instituições e apenas 18% sentem que o seu ponto de vista é ouvido.

Quatro em cada cinco trabalhadores (80%) têm uma opinião desfavorável ou neutra sobre a forma como a sua instituição “celebra os sucessos dos trabalhadores”.

O barómetro recolheu ainda mais de cinco mil sugestões de melhoria, a maior parte a pedir mais formação, desenvolvimento profissional e de competências, mas também a realçar a necessidade de melhorias ao nível da gestão.

Segundo a APAH, os resultados deste barómetro “poderão servir de base à implementação de uma nova estratégia de gestão de recursos humanos do Serviço Nacional de Saúde, no sentido de promover uma melhoria da cultura organizacional”, já que esta é importante para a qualidade e segurança dos cuidados prestados.

Além da associação, desenvolveram o método de avaliação deste barómetro a Direção executiva do SNS, a Ordem dos Psicólogos Portugueses e a consultora de serviços profissionais EY, com apoio técnico dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

Segundo a organização, o questionário de 30 perguntas, baseado num barómetro semelhante desenvolvido pelo Kings College – London para aplicação no SNS de Inglaterra, foi enviado por correio eletrónico a todos os trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde, entre os dias 03 e 17 de março, tendo sido recolhidas 9.394 respostas, distribuídas pelos cuidados de saúde primários e hospitais portugueses, bem como por todos os grupos profissionais.

Últimas do País

Um incêndio que terá tido origem numa lareira consumiu hoje, totalmente, uma habitação em Vilarinho de Arcos, concelho de Montalegre, deixando desalojado um homem de 98 anos, revelou à Lusa fonte da GNR local.
As urnas na Cidade Universitária de Lisboa registaram uma participação de 17% até às 12h00, segundo o vice-presidente da Câmara Municipal, Gonçalo Reis.
Mais de 218 mil eleitores estão inscritos para votar este domingo antecipadamente nas eleições presidenciais do próximo domingo, podendo exercer o direito de voto no município escolhido.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) pagou 25,9 milhões de euros em horas extraordinárias, em dezembro, e as horas realizadas no primeiro período do atual ano letivo, abrangendo mais de 30 mil docentes, foi hoje anunciado.
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) afirmou hoje que as seis ambulâncias de emergência médica do Algarve estão todas paradas por falta de meios, pelo menos até às 16h00.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu mais de 3.500 artigos e instaurou seis processos-crime numa fiscalização ao cumprimento das normas de comercialização de produtos alimentares com ‘cannabis sativa’.
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) criou uma ‘task-force’ de quatro ambulâncias dos bombeiros da Ajuda, Cabo Ruivo, Camarate e Cascais para socorro pré-hospitalar este fim de semana, foi anunciado.
As urgências dos hospitais do país tinham, cerca das 09h30 de hoje, 443 doentes à espera de primeira observação, com tempos médios de quatro horas e 54 minutos para os urgentes e de 49 minutos para os muito urgentes.
Um bombeiro da corporação de Mira de Aire foi hoje agredido por um popular quando prestou socorro num acidente rodoviário no concelho de Porto de Mós (Leiria), afirmou o comandante.
Os internamentos em cuidados intensivos por gripe aumentaram na última semana, revela hoje o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), que registou neste período 1.340 casos da doença e um excesso de mortalidade por todas as causas.