Advogado pede absolvição de Álvaro Amaro no caso das PPP

comarcas.tribunais

O Tribunal da Guarda profere hoje a sentença do caso das parcerias público-privadas que envolve três municípios e que tem como arguidos autarcas de Gouveia e Alcobaça e os ex-presidentes da Guarda e de Trancoso, Álvaro Amaro e Júlio Sarmento.

A leitura do acórdão do caso das parcerias público-privadas (PPP) está marcada para as 10:00, para o Tribunal da Guarda.

Na sessão do dia 03 de março, para quando estava prevista a leitura da sentença, o coletivo de juízes adiou a decisão para o dia de hoje, devido a “alterações não substanciais e da qualificação jurídica dos factos que constavam da acusação”.

O anúncio do coletivo levou os advogados dos arguidos a pedirem o prazo de 20 dias para se pronunciarem e apresentarem a defesa devido às alterações produzidas.

O Tribunal da Guarda começou a julgar o caso das PPP no dia 10 de maio de 2022.

O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra nove arguidos que são suspeitos da prática de crimes de corrupção, prevaricação de titular de cargo político, branqueamento de capitais e participação económica em negócio, entre outros, num esquema de PPP alegadamente lesivo para as contas dos municípios de Trancoso, Alcobaça e Gouveia, entre 2007 e 2011.

Entre os nove arguidos, estão o eurodeputado Álvaro Amaro, na altura presidente da Câmara de Gouveia, o presidente da Câmara de Alcobaça (na altura vice-presidente), Hermínio Rodrigues, e o presidente da Câmara de Gouveia, Luís Tadeu Marques (na altura vice-presidente daquela autarquia).

Para estes três arguidos, por se manterem a exercer funções políticas, o MP pede a perda de mandato, segundo a acusação a que a agência Lusa teve acesso.

São também arguidos o ex-autarca de Trancoso Júlio Sarmento, o empresário Fernando Gouveia, a empresa MRG – Engineering & Solutions, S.A., um consultor, uma empresária e um economista.

No caso de Trancoso, segundo o MP, a PPP entre a autarquia e a MRG levou à construção de três equipamentos – campo da feira, Centro Cultural de Vila Franca das Naves e central de camionagem – registando-se um encargo de 23,6 milhões de euros por 24 anos em rendas mensais que o município tem de pagar à empresa de construção civil.

Neste caso, o MP contabilizou uma vantagem patrimonial ilícita de pelo menos 3,6 milhões de euros por parte da empresa de construção civil.

Em Alcobaça, a MRG terá obtido uma vantagem patrimonial ilícita de pelo menos um milhão de euros, registando rendas no valor global de 63 milhões de euros no âmbito da PPP ao longo de quase 24 anos, refere a acusação.

No caso da Câmara de Gouveia, a MRG apresentou uma proposta de PPP com o objetivo de requalificar o mercado municipal e zona adjacente, um projeto de requalificação urbana da zona de Belinos e a infraestruturação da zona industrial das Amarantes.

No entanto, sem qualquer financiamento bancário, as obras acabaram por não avançar, sendo que as despesas alegadas pela MRG até à extinção da sociedade de capitais mistos não chegaram a ser pagas.

Apesar de a PPP no caso de Gouveia não se ter materializado em obras realizadas, o MP salientou que os dois autarcas – Álvaro Amaro e Luís Tadeu Marques – não fizeram qualquer avaliação dos custos diretos e indiretos da parceria e tinham “intenção de obtenção de benefícios para os próprios” e para a empresa MRG.

Últimas do País

A corrupção é atualmente considerada a principal ameaça à democracia em Portugal, segundo os dados de uma sondagem incluída no relatório 'O 25 de Abril e a Democracia Portuguesa'.
As crianças de uma turma da Escola Básica Professora Aida Vieira, em Lisboa, ficaram impedidas de ter aulas durante uma semana, segundo relatam os pais, tendo a direção justificado a situação com a "necessidade de se reorganizar".
Uma empresa dedicada à sucata e a sua ex-gerente vão ser julgadas pelo Tribunal de Coimbra pela suspeita de dois crimes de fraude fiscal de três milhões de euros, associados a transferências para Hong Kong e Emirados Árabes Unidos.
As praias do Inatel e dos Pescadores, em Albufeira, foram hoje reabertas a banhos, pondo fim à interdição que vigorava desde terça-feira devido a uma descarga de águas residuais para o mar, disse o capitão do porto de Portimão.
A confusão começou na triagem e terminou com agressões. Uma enfermeira acabou agredida no Santa Maria e dois bombeiros terão sido atacados durante uma confusão que obrigou à intervenção da PSP.
O CHEGA votou contra a atribuição de apoio financeiro à marcha LGBT em Ponta Delgada, numa reunião da Câmara Municipal, defendendo que o dinheiro dos contribuintes deve ser utilizado para responder aos problemas reais da população e não para financiar “ideologias”.
Os autores do novo relatório sobre os ambientes de trabalho em Portugal avisam que a análise feita pode esconder uma "adaptação silenciosa" a níveis elevados de 'stress' e exaustão dos trabalhadores.
A PSP deteve nos primeiros quatro meses deste ano 1.356 condutores por falta de carta de condução, uma média de 11 por dia, na sequência de 7.027 operações de prevenção e fiscalização rodoviárias, foi agora divulgado.
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou nos últimos cinco anos 4.804 mães e pais vítimas de violência por parte dos filhos, a maioria por violência doméstica, segundo dados divulgados hoje por aquela instituição.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) apreendeu na quinta-feira cerca de quatro toneladas de haxixe (resina de canábis) e três embarques junto à ilha algarvia Deserta, na ria Formosa, distrito de Faro.