TAP: Ventura acusa Governo de mentir todos os dias sobre despedimentos

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA acusou hoje o Governo de mentir “todos os dias” de forma persistente relativamente à demissão da presidente-executiva da TAP, considerando que serão os contribuintes a pagar pela forma como o processo foi conduzido.

“Cada dia que passa, cada hora que passa, António Costa tem de vir dar explicações ao país. Esta mentira persistente em relação à TAP tem de acabar. Os ministros não podem mentir todos os dias no parlamento, e agora acabámos de saber que Fernando Medina mentiu quando disse que estava blindado juridicamente para despedir a CEO da TAP”, afirmou André Ventura aos jornalistas, na Ovibeja.

Segundo o líder do CHEGA, “com toda a probabilidade serão os contribuintes a pagar o desleixo e a impreparação do Governo”, já que os próprios serviços jurídicos centrais do Estado “alertaram a tutela para a fragilidade jurídica” da argumentação que esteve na base da demissão da presidente-executiva da TAP.

“António Costa não se pode esconder muito mais tempo, com a ideia que temos de esperar e que a comissão há de apurar o que há de apurar. A cada dia que passa, sabemos de novas inconsistências e novas mentiras”, insistiu, sublinhando que o Governo quis dar “um passo maior do que a perna”.

André Ventura considera que a troca de correspondência que agora foi tornada pública “não deixa margem para dúvidas” de que não só “não existia solidez jurídica, nem parecer, nem documentação jurídica, como ao mesmo tempo havia divergências entre a própria tutela” sobre os atos a tomar em relação aos presidentes da administração e executiva da TAP.

“A documentação hoje disponibilizada diz precisamente o contrário, que o Governo não estava preparado juridicamente para esse despedimento e quis fazer um número político, e, com toda a probabilidade, infelizmente, vamos acabar a pagar ou indemnizações, ou a ser penalizado, o Estado português, por este despedimento”, concluiu.

Durante a sua visita à Ovibeja, André Ventura foi constantemente requisitado para tirar ‘selfies’, sobretudo por jovens, havendo até quem lhe tivesse pedido para dar autógrafos.

A 39.ª edição da Ovibeja vai decorrer, entre quinta-feira e segunda-feira, no Parque de Feiras e Exposições de Beja – Manuel Castro e Brito, contando este ano com mais de 1.000 expositores.

Últimas de Economia

As empresas vão passar a ter até dia 25 de cada mês (ou o dia útil seguinte, caso este coincida com um fim de semana ou feriado) para pagarem as contribuições à Segurança Social.
O número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais deverá ter aumentado 4,7% em 2025, para 73,75 milhões, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.
Um total de 33 mil clientes da E-Redes, em Portugal continental, continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição desde 28 de janeiro, informou hoje a empresa.
O Banco Central Europeu (BCE) acredita que a Autoridade de Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (AMLA) irá "melhorar a cooperação entre os supervisores e reduzir a fragmentação" na Europa.
Portugal registou, entre 2021 e 2024, oito casos de suspeita de fraude relacionados com o Mecanismo de Recuperação e Resiliência, que financia o PRR, indicou hoje o Tribunal de Contas Europeu, falando em instrumentos “pouco eficazes” contra irregularidades.
A reposição de antenas da rede de comunicação de emergência SIRESP destruídas pela passagem da depressão Kristin vai ter um custo de "cerca de seis milhões de euros", informou hoje o ministro da Presidência.
A Deco Proteste alertou hoje que as propostas financeiras criadas por vários bancos, para o apoio aos efeitos do mau tempo assentam, na sua maioria, na contratação de novos empréstimos, que podem “agravar o endividamento das famílias”.
O Governo deu mais um mês para os contribuintes dos concelhos afetados pela tempestade Kristin cumprirem as obrigações fiscais que terminavam entre 28 de janeiro e 31 de março, estendendo o prazo até 30 de abril.
Os apoios financeiros a atribuir para reparar os estragos causados pelo mau tempo serão atribuídos no prazo máximo de três dias úteis nas operações até 5.000 euros, que dispensam vistoria, e em até 15 dias úteis nos restantes.
A bolsa de Lisboa fechou hoje em máximos, desde junho de 2008, avançando 1,13%, para 8.991,17 pontos, com a Teixeira Duarte e a Mota-Engil a liderar as subidas, crescendo 8,03% e 5,15%, respetivamente.