Costa garante que nunca teme receber telefonema do Presidente da República

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O primeiro-ministro disse hoje que não teme receber um telefonema do Presidente da República, quando questionado sobre a decisão de rejeitar a demissão de João Galamba, acrescentando que a vida política “é muito menos ficção” do que se julga.

“A vida política é muito menos ficção do que aquilo que tradicionalmente julgam. É muito mais normal. Eu nunca temo receber nenhum telefonema do senhor Presidente da República. É sempre um gosto receber um telefonema do senhor Presidente da República”, afirmou António Costa na sua primeira intervenção no âmbito da iniciativa ‘Governo Mais Próximo’, que decorre hoje e quinta-feira em Braga.

“Estou certo [de] que ele, não estando aqui em Braga, está também com o seu coração em Braga, porque, como sabemos, foi até presidente da Assembleia Municipal de um dos municípios deste distrito, tem raízes familiares neste distrito e acompanhará com grande proximidade, seguramente, este ‘Governo Mais Próximo’ no distrito de Braga”, acrescentou, em declarações aos jornalistas.

O primeiro-ministro, acompanhado pela ministra da Habitação, visitou, na manhã de hoje, uma empresa do Grupo Casais, em Braga, ligada à indústria da construção civil, dando início a dois dias da iniciativa “Governo + Próximo”, estando previstas mais de 90 iniciativas com a presença de quase todo o Governo, que culminará, na quinta-feira, com a realização do Conselho de Ministros neste distrito.

Questionado sobre o facto de o ministro das Infraestruturas, João Galamba, não estar hoje em nenhuma das iniciativas do Governo, António Costa respondeu que na quinta-feira já estará presente.

“Amanhã já terá [agenda]. Ontem foi ontem, hoje é um novo dia. Olhe para o céu, está tão bonito. Adeus”, respondeu o primeiro-ministro, após a insistência dos jornalistas.

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A moção de censura caiu, mas o CHEGA não ficou sentado. Consumada a votação, toda a bancada se levantou e fez ecoar “demissão” pelo plenário, fechando um debate em que André Ventura responsabilizou Montenegro não apenas pela permanência de Luís Neves, mas também pelo rumo do Governo.
Mentiras, abuso de poder e suspeitas sobre a utilização da Polícia Judiciária. Luís Neves está debaixo de fogo esta terça-feira, acusado de protagonizar uma lógica de “quero, posso e mando”. Mas a pressão não recai apenas sobre o ministro da Administração Interna: Luís Montenegro é também chamado a assumir responsabilidades e a explicar, de forma cabal, por que razão continua a manter Neves no Governo.
Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, acusou o ministro de trocar os esclarecimentos prometidos por “propaganda barata” e perguntou-lhe diretamente quando abandona o cargo. Neves fechou a porta à demissão e colocou a bola no campo de Montenegro.
André Ventura responsabiliza o primeiro-ministro pela crise política em torno de Luís Neves e garante que a moção de censura poderia ter sido evitada se o ministro já tivesse abandonado o Governo. Presidente do CHEGA acusa ainda o Estado de ter mentido ao partido sobre os 144 mil euros associados à destruição dos produtos químicos e desafia os restantes partidos a escolherem de que lado ficam.
Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.
O líder do CHEGA contesta limitações ao objeto da comissão de inquérito e quer escrutinar toda a passagem de Luís Neves pela direção da PJ, incluindo o seu afastamento da Operação Influencer e perceber se decisões tomadas durante o mandato sofreram influência política.
Luís Montenegro vai enfrentar o debate da moção de censura apresentada pelo CHEGA no dia 8 de setembro, às 15h00. Partidos decidiram acelerar os prazos para que o país não fique à espera de uma resposta política à iniciativa apresentada na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Presidente do CHEGA anunciou esta quarta-feira que o partido deu entrada de uma moção de censura ao Governo e considera a decisão “irreversível”. André Ventura acusa Luís Neves de não esclarecer as suspeitas que têm marcado a polémica em torno do ministro, critica o silêncio de Montenegro e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA quer saber como Portugal vai pagar as novas fragatas e quanto custarão os juros. Ventura acusa ainda o Governo de ter adotado a “escola Luís Neves”: “Fala quando quer, sobre o que quer.”