Costa garante que nunca teme receber telefonema do Presidente da República

© Folha Nacional

O primeiro-ministro disse hoje que não teme receber um telefonema do Presidente da República, quando questionado sobre a decisão de rejeitar a demissão de João Galamba, acrescentando que a vida política “é muito menos ficção” do que se julga.

“A vida política é muito menos ficção do que aquilo que tradicionalmente julgam. É muito mais normal. Eu nunca temo receber nenhum telefonema do senhor Presidente da República. É sempre um gosto receber um telefonema do senhor Presidente da República”, afirmou António Costa na sua primeira intervenção no âmbito da iniciativa ‘Governo Mais Próximo’, que decorre hoje e quinta-feira em Braga.

“Estou certo [de] que ele, não estando aqui em Braga, está também com o seu coração em Braga, porque, como sabemos, foi até presidente da Assembleia Municipal de um dos municípios deste distrito, tem raízes familiares neste distrito e acompanhará com grande proximidade, seguramente, este ‘Governo Mais Próximo’ no distrito de Braga”, acrescentou, em declarações aos jornalistas.

O primeiro-ministro, acompanhado pela ministra da Habitação, visitou, na manhã de hoje, uma empresa do Grupo Casais, em Braga, ligada à indústria da construção civil, dando início a dois dias da iniciativa “Governo + Próximo”, estando previstas mais de 90 iniciativas com a presença de quase todo o Governo, que culminará, na quinta-feira, com a realização do Conselho de Ministros neste distrito.

Questionado sobre o facto de o ministro das Infraestruturas, João Galamba, não estar hoje em nenhuma das iniciativas do Governo, António Costa respondeu que na quinta-feira já estará presente.

“Amanhã já terá [agenda]. Ontem foi ontem, hoje é um novo dia. Olhe para o céu, está tão bonito. Adeus”, respondeu o primeiro-ministro, após a insistência dos jornalistas.

Últimas de Política Nacional

André Ventura alertou para uma realidade que considera inaceitável na saúde pública portuguesa: falta de macas, doentes no chão e improviso nas urgências. Para o candidato presidencial, estes episódios mostram um SNS sem respostas para situações básicas.
O candidato presidencial e líder do CHEGA remeteu hoje para “a consciência” do presidente do PSD e primeiro-ministro uma decisão sobre um eventual apoio à sua candidatura, num cenário de segunda volta que o opôs a António José Seguro.
O número de eleitores recenseados para as eleições de 18 de janeiro é de 11.039.672, mais 174.662 votantes do que nas presidenciais de 2021, segundo a atualização final do recenseamento eleitoral.
Sem voto postal e com queixas de boletins que não chegam, um em cada seis eleitores pode ficar fora das presidenciais. A Folha Nacional sabe que cidadãos portugueses no estrangeiro estão a alertar para falhas no processo.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA lamentou hoje a “inoportunidade” do Conselho de Estado, no qual vai participar, e onde pretende transmitir ao Presidente da República que devia ter tido uma “ação firme” com o Governo na saúde.
O presidente da República promulgou, esta quinta-feira, o diploma que prevê a centralização dos serviços de urgência externa no Serviço Nacional de Saúde (SNS), as chamadas urgências de âmbito regional.
O candidato presidencial André Ventura afirmou que o primeiro-ministro ignorar um pedido de demissão de um ministro feito pelo Presidente da República resultaria num “cenário de conflito aberto”.
O Conselho de Estado vai reunir-se hoje, no Palácio de Belém, para analisar a situação internacional e em particular na Ucrânia, tema que motivou a convocatória do Presidente da República, ao qual entretanto juntou a Venezuela.
Depois de três mortes em 24 horas à espera de socorro, Pedro Pinto acusou o Governo de incompetência e de conduzir o SNS para um colapso sem precedentes.
O presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina (CHEGA), ordenou a suspensão imediata de dois dirigentes municipais na sequência de denúncias graves de assédio moral e ameaças feitas por trabalhadoras da autarquia.