Advogados em Assembleia-Geral para ações contra alterações ao Estatuto

© D.R.

Os advogados vão reunir-se em Assembleia-Geral extraordinária dentro de um mês para mostrar “de forma inequívoca” que não se resignam com as alterações ao Estatuto, que dizem representar “um ingerência do Estado” e uma “diminuição da atuação da advocacia”.

Em conferência de imprensa, na sede da Ordem dos Advogados, em Lisboa, esta tarde, a bastonária Fernanda de Almeida Pinheiro, ladeada pelos presidentes de órgãos nacionais e regionais da instituição, assinalou que “o momento impõe a união da classe” e que, “numa atuação sem precedentes na história desta instituição”, os vários órgãos da Ordem “unem esforços para de forma clara indicar ao Governo que a alteração a efetuar ao Estatuto da Ordem dos Advogados não poderá passar pela diminuição da atuação da advocacia”.

Numa declaração lida aos jornalistas, mas dirigida aos advogados, a bastonária acrescentou que os advogados não vão aceitar que os atos próprios da profissão, definidos legalmente, “sejam alterados ou possam vir a ser prestados por outros profissionais que não sejam licenciados em Direito” ou inscritos na Ordem dos Advogados (OA).

“Esta Ordem também não aceitará qualquer ingerência do Estado na sua autorregulação, bem como não compactuará com qualquer solução que belisque o sigilo profissional ou possa pôr em causa a relação de confiança entre advogado e cliente”, acrescentou a bastonária.

Fernanda de Almeida Pinheiro referiu que a Assembleia-Geral Extraordinária (AGE) “vai ser convocada nos termos legais, em princípio daqui a 30 dias”, apelando à mobilização dos advogados por considerar que “está em causa o Estado de Direito democrático e os direitos liberdades e garantias” dos cidadãos.

“A advocacia vai reunir-se em AGE mostrando de forma inequívoca que não irá resignar-se nem aceitará alterações estatutárias que coloquem em causa a essência da advocacia e o papel do advogado”, afirmou a bastonária.

Fernanda de Almeida Pinheiro disse que a OA “entende que é indispensável ouvir a classe” e que o que se pretende da AGE é consultar os advogados “sobre o que pretendem fazer a seguir”.

“Vamos fazer-nos ouvir com certeza absoluta. As medidas de ação vão ser tomadas em conjunto”, disse.

Últimas do País

Homem de 38 anos foi detido pela PSP depois de ter entrado pela janela de uma residência em Alvalade e furtado artigos avaliados em 18.200 euros. Polícia conseguiu recuperar parte dos bens.
Ministro disse que os empréstimos usados na compra dos montes estavam declarados. Em causa estão quatro propriedades situadas na freguesia de São Teotónio, no concelho de Odemira.
Jovens que vão entrar no 7.º ano continuam sem colocação a poucas semanas do início das aulas. Ministério da Educação em silêncio.
Grupo que se apresentava como ‘Diligência Judicial’ é suspeito de ameaçar pessoas e empresas endividadas, apreender bens e obrigar vítimas a assumir dívidas alegadamente inexistentes. Investigação do DIAP de Lisboa e da PJ arrasta-se há mais de seis anos.
Mais de 1,6 milhões de pensionistas de velhice da Segurança Social receberam menos de 870 euros por mês em 2025. Entre os beneficiários de pensões de invalidez, a realidade é ainda mais pesada: cerca de 90% ficaram abaixo daquele valor.
Ministério Público acusa Rui Cristina na sequência de declarações sobre a política de habitação destinada à comunidade cigana. Autarca defende que a Câmara não deve continuar a canalizar dinheiro público para aquele grupo.
Menor foi surpreendido por dois indivíduos de rosto tapado, que efetuaram vários disparos em plena rua. Projétil ficou alojado no tronco e vítima sofreu ainda dois ferimentos na cabeça. Polícia procura os autores do ataque.
Partido avança com pedidos de informação sobre o parque habitacional dos municípios e quer conhecer o número de casas ocupadas e desocupadas, o valor médio das rendas e a dívida acumulada. CHEGA defende maior escrutínio sobre a gestão da habitação pública em plena crise de acesso à casa.
Comerciantes chegaram a oferecer cerca de 20 vezes o preço-base por bancas no interior do histórico mercado do Porto. Já três das quatro lojas exteriores levadas a hasta pública não receberam qualquer proposta. Câmara admite não ter explicação para o contraste.
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a PSP e a GNR lançam na terça-feira a campanha 'Taxa Zero ao Volante' para alertar para os riscos da condução sob a influência do álcool.