Professores em greve às provas de aferição a partir de hoje, sem serviços mínimos

© fenprof

Professores vão estar em greve às provas de aferição a partir de hoje, numa paralisação sem serviços mínimos convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop) pela recuperação do tempo de serviço.

A greve incide sobre todo o trabalho de preparação, aplicação e avaliação das provas de aferição e prolonga-se até quinta-feira, o que coincide com as datas para a realização das provas de aferição de educação artística e educação física do 2.º ano de escolaridade, que arrancaram na terça-feira.

Há duas semanas, após a última reunião negocial com o Ministério da Educação, o coordenador nacional do Stop disse que as paralisações se manteriam, considerando que as propostas apresentadas pela tutela são “migalhas para alguns” professores.

Em causa está um conjunto de medidas com impacto na progressão na carreira dos professores em funções desde 30 de agosto de 2005, ou seja, para quem atravessou os dois períodos de congelamento durante a última crise económica, com o objetivo de corrigir assimetrias decorrentes do congelamento.

Por outro lado, os docentes exigem a recuperação integral do tempo de serviço (seis anos, seis meses e 23 dias), bem como o fim das vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões.

Ao contrário das greves anteriores, desta vez as escolas não vão ter de assegurar quaisquer serviços mínimos, na sequência de uma decisão do Tribunal Arbitral que considerou que a paralisação não afeta “de modo grave e irremediável o direito ao ensino (…), não se estando, por isso, perante violação de necessidade social impreterível”.

No acórdão, o Colégio Arbitral refere que as provas de aferição não são comparáveis aos exames nacionais ou provas finais do 3.º ciclo, uma vez que não são determinantes para a progressão escolar dos alunos ou acesso ao ensino superior.

“São provas que, apesar da sua importância face aos objetivos que se propõem atingir, não têm mesmo assim merecido o consenso da comunidade educativa, desde logo porque não são contabilizados para as notas dos alunos, não tendo, assim, qualquer influência na classificação final que lhes é atribuída”, acrescentam.

Os árbitros recordam ainda o período de pandemia da covid-19, em que estas provas estiveram suspensas, sustentando que “no âmbito do setor da educação, os “trabalhos mínimos” implementados ficaram-se pelo assegurar da prestação da docência (…) e a efetivação dos exames finais”.

Após os primeiros cinco dias de greve às provas de aferição, segue-se um novo período de paralisações, entre 16 e 26 de maio, que coincide com as provas de educação física do 5.º ano e de tecnologias da informação e comunicação do 8.º ano.

Entretanto, prossegue também a greve por distritos, convocada pela plataforma de nove organizações sindicais, incluindo as federações nacionais da Educação e dos Professores (FNE e Fenprof).

Também sem serviços mínimos decretados, a paralisação, que se realiza hoje em Castelo Branco, começou no Porto em 17 de abril e termina no dia 12 de maio, em Lisboa.

Últimas do País

O homem de 42 anos que morreu hoje num apesar de rodoviário no concelho de Avis, distrito de Portalegre, é o suspeito do homicídio da ex-companheira, de 28 anos, em Castelo de Vide, revelou fonte judicial.
As autoridades da Madeira vão monitorizar durante o próximo ano a movimentação de terras numa encosta do Curral das Freiras, onde ocorreu uma derrocada que não representa "perigos iminentes", disse este sábado o autarca do município de Câmara de Lobos.
Duas pessoas foram identificadas e detidas pela Polícia Judiciária (PJ), no concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco, pela alegada prática de crimes de sequestro, roubo e extorsão.
Um homem de 43 anos foi detido em flagrante delito, na quinta-feira, por militares da GNR do Posto Territorial de Tarouca, pela alegada prática de um crime de incêndio florestal, indicou a força de segurança.
Portugal continental e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores vão adiantar os relógios uma hora na madrugada de domingo, dando início ao horário de verão.
Garcia Pereira pede ao Ministério Público que avance com acusação por discriminação e incitamento ao ódio, reabrindo o debate em torno dos cartazes do CHEGA sobre imigração e comunidade cigana.
Os serviços de apoio domiciliário são considerados essenciais para manter as pessoas em casa e combater a solidão, mas enfrentam escassez de profissionais, baixos salários e limitações que impedem uma resposta às necessidades mais complexas, revela hoje um estudo.
A atuação do Estado português durante a pandemia de covid-19 está novamente sob escrutínio, após a divulgação de contratos assinados com farmacêuticas que reconhecem incertezas quanto à segurança e eficácia das vacinas no momento da sua aquisição.
Uma grávida transportada do Barreiro deu à luz antes de entrar no serviço de urgência do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, confirmou à Lusa a instituição, adiantando que mãe e bebé estão bem.
Um jovem de 17 anos foi esfaqueado na tarde de quinta-feira, em Camarate, no concelho de Loures, depois de uma discussão com outro jovem, alegadamente por motivos fúteis.