TAP: Centeno diz que pasta de transição do Governo PSD/CDS não incluía companhia aérea

© Folha Nacional

O antigo ministro das Finanças Mário Centeno disse hoje que a pasta de transição que recebeu da sua antecessora, em 2015, não fazia qualquer referência à TAP, tendo tido conhecimento sobre os chamados fundos Airbus recentemente.

“A pasta de transição na dimensão TAP era inexistente, nem ‘pens’, nem dossiês, não havia nenhuma referência à TAP na pasta de transição da ministra das Finanças do 20.º Governo [Maria Luís Albuquerque] para o ministro das Finanças do 21.º Governo”, afirmou hoje o antigo ministro do Governo PS e atual governador do Banco de Portugal, na comissão de inquérito à companhia aérea.

Mário Centeno respondia a questões do deputado do BE Pedro Filipe Soares, sobre o conhecimento que teve quando assumiu a pasta das Finanças, em 2015, sobre as cartas de conforto à banca que permitiram a privatização levada a cabo pelo Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho, bem como sobre a forma de capitalização da empresa através de um negócio entre o ex-acionista David Neeleman e fabricante de aviões, chamado fundos Airbus.

Quanto às cartas de conforto, o antigo ministro disse que a informação foi sendo prestada ao Ministério das Finanças faseadamente, não conseguindo, por isso, precisar se logo no início do seu mandato, ou se foi chegando à medida que foram decorrendo as negociações para a recomposição acionista feita pelo Governo PS, que devolveu ao Estado a maioria do capital da empresa. “Mas era conhecimento do ministério esta informação”, acrescentou.

Já quanto aos fundos Airbus, “ao contrário das cartas de conforto”, Mário Centeno disse ter tido conhecimento apenas “muito recentemente, quando a comunicação social chamou à atenção” sobre o tema.

Últimas de Economia

A taxa de poupança das famílias abrandou para os 15,1% na zona euro e a de investimento manteve-se estável nos 9,0% no terceiro trimestre de 2025 face ao período homólogo, divulga hoje o Eurostat.
Milhões de rendas pagam-se todos os meses em Portugal, mas a maioria não existe para as finanças. Seis em cada dez inquilinos vivem na ilegalidade, num mercado onde milhões de euros circulam fora do controlo fiscal e da proteção legal.
A despesa do Estado com subsídio de doença atingiu 885,2 milhões de euros em 2023, mais 57,3% face a 2018, revela uma auditoria do Tribunal de Contas divulgada hoje, que detetou falhas no preenchimento e controlo dos certificados.
As empresas nacionais antecipam um aumento de 5,1% nas exportações este ano, nomeadamente de máquinas e de produtos alimentares e bebidas, de acordo com o inquérito feito pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
António Manuel de Almeida Rodrigues e a sociedade Pronto a Crescer não têm habilitação para conceder crédito em Portugal ou qualquer outra atividade financeira reservada às instituições supervisionadas pelo Banco de Portugal, divulgou hoje o banco central.
Dez mil clientes, a maioria nas regiões centro e norte litoral, estavam às 11:30 desta terça-feira sem energia elétrica, estando mobilizados no terreno mais de 400 operacionais, segundo informação enviada pela empresa à agência Lusa.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação aumentou 17,3% em 2025 face a 2024, fixando-se em 1.949 euros por metro quadrado (m² ), com todas as regiões a registarem subidas, informou hoje o INE.
O mês de janeiro tem sido de recordes no consumo diário de energia no sistema elétrico nacional, sendo que o último novo máximo foi atingido no dia 23, de acordo com os dados da REN.
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) pode contratar até 1.111 médicos aposentados em 2026, mais 41 do que em 2025, incluindo novos contratos e renovações, segundo um despacho publicado hoje em Diário da República.
Empresários passam a partir de hoje a ter acesso a documentos como o Cartão da Empresa e situação contributiva na Carteira Digital da Empresa que funcionará através de uma extensão da aplicação gov.pt