Lagarde avança ser muito provável aumento das taxas de juro em julho

©facebook.com/christinelagarde

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse hoje ser muito provável uma nova subida das taxas de juro na próxima reunião da instituição de julho.

Christine Lagarde falava na conferência de imprensa após a reunião de hoje do Conselho de Governadores, em Frankfurt, na qual o BCE decidiu um novo aumento das taxas de juro em 25 pontos base e reviu em ligeira baixa as perspetivas de crescimento para este ano e o próximo e em alta as da inflação.

“É muito provável continuar a aumentar as taxas em julho”, afirmou.

A presidente do BCE afirmou que tal cenário poderá concretizar-se “a menos que haja uma mudança significativa no cenário base”, recusando a ideia de que o banco central irá fazer uma pausa na subida dos juros.

Defendendo, mais do que uma vez, que ainda há “caminho a percorrer” para garantir o objetivo de inflação de 2%, a responsável pelos destinos da moeda única considerou que a revisão da previsão de inflação para 2025 é pequena, mas uma taxa de 2,2% “não é satisfatória”.

“Estamos dispostos a ajustar todos os instrumentos que fazem parte do nosso mandato para garantir o regresso ao objetivo e preservar o bom funcionamento do sistema de política monetária”, garantiu.

O Banco BCE voltou hoje a subir as taxas de juro diretoras em 25 pontos base, com a principal taxa a aumentar para 3,5%.

Em comunicado divulgado após a reunião do Conselho de Governadores, o BCE indica que a taxa de juro das principais operações de refinanciamento subiu para 4%, a taxa de facilidade de depósito passou para 3,50% e a taxa de juro aplicável à facilidade permanente de cedência de liquidez subiu para 4,25%, com efeitos a partir de 21 de junho.

Últimas de Economia

As dificuldades económicas estão a condicionar os projetos familiares dos mais novos. Metade dos jovens adia a decisão de ter filhos devido à insegurança financeira.
As previsões do Governo apontam para a manutenção da taxa-base máxima dos Certificados de Aforro no próximo ano. A evolução da Euribor deverá permitir que os portugueses continuem a receber juros de 2,5% na série F.
O Estado desembolsou 138,8 milhões de euros para comprar a participação da Fidelidade na REN. O valor pago inclui um prémio de 8,34% face à média de mercado dos últimos seis meses.
O défice do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deverá mais do que duplicar no próximo ano, agravando-se em 1.377 milhões de euros. Apesar da intenção de reduzir os gastos com bens e serviços, a despesa aumentou 9,3% em 2026 e deverá continuar a subir.
A receita fiscal do Estado totalizou 51.161,9 milhões de euros até setembro, crescendo 6,5% em relação aos nove primeiros meses de 2025, impulsionada pelo IRS e IVA, indicam dados hoje divulgados pela Entidade Orçamental (EO).
A prestação da casa vai subir em novembro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações feitas pela Deco Proteste para a agência Lusa.
A taxa de inflação situou-se nos 3,8% em outubro, face a 3,6% em setembro, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Apesar da descida dos preços do gás natural na União Europeia para o nível mais baixo desde 2022, Portugal continua entre os países com as tarifas mais elevadas. Quando considerado o poder de compra, os consumidores portugueses enfrentam o segundo preço mais alto dos 27 Estados-membros.
As portagens das autoestradas poderão aumentar 3,82% em 2027, a confirmar-se a estimativa da taxa de inflação homóloga para outubro, sem habitação, divulgada hoje pelo INE, acrescida dos 0,1% de compensação às concessionárias.
A Caixa Geral de Aposentações reduziu o valor de três mil reformas devido a um erro nos cálculos. Um aposentado de 65 anos perdeu 51 euros mensais e admite regressar ao trabalho para compensar o corte.