Crédito Agrícola lança emissão de 200 milhões de dívida sénior

© Facebook| grupocreditoagricola

A Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo lançou uma emissão de dívida de 200 milhões de euros a quatro anos no mercado internacional sob a forma de títulos representativos de dívida sénior preferencial ligados à sustentabilidade social, foi hoje anunciado.

Num comunicado hoje divulgado, o grupo Crédito Agrícola, que inclui a Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, informa que a emissão se realizou em 27 de junho, com opção de reembolso antecipado no final do terceiro ano e um preço de emissão de 99,681%, com uma taxa de cupão anual de 8,375% nos primeiros três anos, e remunerada posteriormente à taxa Euribor 3M, acrescida de uma margem de 4,974%.

A liquidação da emissão ocorrerá em 04 de julho de 2023 e a Moody’s Investor Services atribuiu um ‘rating’ de “Ba1” a esta emissão, precisa o grupo.

“Após o ‘roadshow’ [apresentação] realizado entre 23 e 26 de junho, a colocação da emissão ocorreu com sucesso, com o interesse de mais de 40 investidores institucionais, dos quais 52% gestoras de fundos de investimento e 30% instituições bancárias”, adianta o comunicado.

Em termos de distribuição geográfica, 55% do investimento foi proveniente da Ibéria, e 41% dos restantes países da UE e do Reino Unido, adianta.

“Tendo por base as contas revistas de 31 de março de 2023, esta emissão de dívida social sénior preferencial permitiria ao Grupo Crédito Agrícola cumprir o requisito vinculativo de MREL TREA + CBR de 25,28% que vigorará a partir de 01 de janeiro de 2024”, refere ainda o grupo.

“Estando os valores cooperativos e de Sustentabilidade patentes de forma muito relevante no ADN do Grupo Crédito Agrícola, esta emissão destina-se a financiar e/ou refinanciar Ativos Sociais Elegíveis, no âmbito do ‘Framework’ de Obrigações de Sustentabilidade”, afirma.

O grupo considera ainda que “a conclusão da presente emissão de dívida espelha o reconhecimento, por parte do mercado, da rentabilidade, solidez, liquidez e resiliência do Grupo Crédito Agrícola, a par do seu compromisso no apoio e financiamento sustentável da economia portuguesa e na promoção do desenvolvimento socioeconómico das comunidades locais”.

Últimas de Economia

O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta segunda-feira o Governo de roubar os portugueses nos combustíveis ao cobrar “um imposto ilegal”, a contribuição rodoviária, e revelou que o partido vai chamar o ministro das Finanças ao Parlamento.
O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2.021 euros na gasolina 95 simples e 2.115 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
Um trabalhador com salário médio custa 27.953 euros por ano à empresa, mas leva para casa apenas 16.184 euros. Pelo caminho, ficam 11.769 euros em impostos e contribuições.
Quase dois milhões de euros por dia chegaram à Infraestruturas de Portugal em 2025 através do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos. A verba corresponde à antiga Contribuição de Serviço Rodoviário, considerada incompatível com o direito europeu em 2022.
O presidente do CHEGA contesta as conclusões do relatório sobre a Segurança Social e expõe o Governo de estar a preparar o debate para reduzir pensões ou travar futuros aumentos. Partido mantém a proposta de baixar a idade da reforma.
O preço dos combustíveis para transporte privado subiu 16,9% na União Europeia em julho, face ao mesmo mês de 2025, com Portugal a registar uma subida na ordem dos 16,7%, segundo dados do Eurostat.
Quem entra agora no mercado de trabalho poderá chegar a 2065 com uma pensão equivalente a apenas 70,3% do salário de referência. Especialistas antecipam “perdas significativas” em todos os níveis salariais.
A taxa de juro implícita para a totalidade dos contratos de crédito à habitação voltou a subir para 3,135% em julho, depois de também ter aumentado em junho, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,48 euros na última semana, fixando-se nos 253,55 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
A taxa de inflação homóloga acelerou para 2,9% na zona euro e para 3% na União Europeia em julho, após um recuo registado em junho, anunciou hoje o Eurostat, confirmando a estimativa rápida que tinha divulgado no mês passado.