600 Mil em subvenções todos os meses

© Folha Nacional

Sabe o que têm em comum José Sócrates, Armando Vara e Duarte Lima? Para além de estarem a braços com a justiça, todos eles recebem subvenções mensais vitalícias.

Da longa lista disponibilizada pela Caixa Geral de Aposentações (CGA), no presente mês, fazem parte personalidades de diversos quadrantes políticos, para além dos três já elencados acima. Do PS, do PSD, mas também do PCP, do CDS e dos Verdes, encontrando-se nela figuras como o ex-primeiro-ministro, António Guterres, o ex-comissário para as Migrações, António Vitorino, os ex-secretários-gerais do PCP, Carlos Carvalhas e Jerónimo de Sousa, a ex-presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, o ex-líder do PSD, Luís Filipe Menezes, ou o antigo ministro da República para os Açores e último governador de Macau, Vasco Rocha Vieira, que recebe 13.607 euros por mês desde 2000, a mais elevada das subvenções atualmente pagas.

Esta lista tem aumentado de ano para ano, contando neste momento com 298 ex-políticos e juízes, sendo que destes, 247 encontram-se a receber efetivamente da CGA – no ano passado havia 239 – e 51 estão com a subvenção suspensa ou com redução total.

Todos os meses saem dos cofres da CGA, ou seja, do Estado Português, mais de 540 mil euros para pagar estas subvenções, o que perfaz um total de mais de 7,5 milhões de euros por ano.

A subvenção vitalícia mensal é um direito dos ex-Presidentes da República, membros do Governo, deputados ao Parlamento, representantes da República nas regiões autónomas, membros do Conselho de Estado e juízes do Tribunal Constitucional que não sejam magistrados de carreira. Mas os valores que cabem aos ex-Presidentes da República e aos ex-titulares de cargos políticos da Madeira são atribuídas e pagas pela Presidência e pela região autónoma, respetivamente.

O CHEGA tem combatido, desde a sua fundação, o perverso sistema de atribuição de subvenções vitalícias a cargos políticos administrativos e judiciais, por entender que colidem frontalmente com o princípio da igualdade, consagrado no art. 13° da CRP, e também com o princípio ético-social da equidade, ao definir um privilégio injustificado para um conjunto limitado de titulares.

Para o partido liderado por André Ventura é inaceitável e uma verdadeira vergonha nacional que o Estado continue a pagar estas prestações a 247 antigos políticos e juízes, alguns deles na prisão a receber subsídios.

Há um caso que é particularmente gritante – o do antigo primeiro-ministro socialista António Guterres, atualmente secretário-geral das Nações Unidas – que soma ao seu ordenado de 20 mil euros por mês nas Nações Unidas, uma subvenção vitalícia de 4.138,77 euros por mês, do Estado português.

“Num país onde bombeiros feridos recebem pouco mais de 200 euros por mês, onde muitos pensionistas recebem cento e tal euros ou 200 euros por mês, onde os salários são a vergonha que todos conhecemos, ter políticos a receber milhares de euros por mês pelo simples facto de terem sido políticos, representa uma enorme vergonha nacional”, lamenta André Ventura, e acrescenta que de si “podem ter a certeza de uma coisa: no dia em que eu abandonar a política, não exigirei um cêntimo do Estado português”.

Por isso mesmo, Ventura apresentou na Assembleia da República um projeto de lei que propõe alterar o Estatuto remuneratório dos titulares de cargos políticos para que passe a estabelecer que a subvenção mensal vitalícia não possa ser “cumulável com pensão de aposentação ou de reforma a que o respetivo titular tenha igualmente direito” e que as subvenções a que têm direito os ex-presidentes da Assembleia da República e os ex-primeiros-ministros não possam ser “cumuláveis entre si”.

Se for aprovado, o CHEGA quer que esta lei entre em vigor “no dia seguinte ao da sua publicação em Diário da República” e que “todas as pessoas que eram beneficiárias da cumulação de pensões nos termos do Estatuto Remuneratório dos Titulares de Cargos Políticos deixem de usufruir desse direito”.

O CHEGA sustenta igualmente que a possibilidade de acumulação de pensões “contraria não só o espírito das várias alterações legislativas que foram sendo feitas nos últimos anos, como é estruturalmente injusta, comparando com o sistema contributivo e de pensões da maior parte dos portugueses delas beneficiários”.

E defende que “a possibilidade de acumulação perpetua a lógica de privilégios injustificados e benefícios de natureza económica sobre os titulares ou ex-titulares de cargos públicos e políticos, lógica que deve ser afastada definitivamente do sistema jurídico-constitucional português”.

“Trata-se de um universo de situações profundamente injustas que devem ser corrigidas, sendo esse, naturalmente, um dever do legislador para com os seus eleitores e para com o povo português”, salienta.

O CHEGA alega que, “mesmo face à recente jurisprudência do Tribunal Constitucional, deve ser entendido que estamos perante direitos e privilégios cujos efeitos se continuam a produzir, a ter impacto político-social e também, mensalmente, no erário público”.

“Mesmo do ponto de vista estritamente jurídico, não se trata, por isso, de situações nascidas, consolidadas e esgotadas no passado, antes com uma raiz normativa-axiológica de efeitos contínuos”, acrescenta o Grupo Parlamentar do CHEGA.

Últimas de Política Nacional

Projeto de lei, a que o Folha Nacional teve acesso, centra-se no superior interesse da criança e na evidência científica.
O CHEGA tentou levar o ministro da Economia e da Coesão Territorial ao Parlamento para explicar o acordo político entre PSD e PS sobre as CCDR. Os dois partidos uniram-se para travar o escrutínio e impedir esclarecimentos sobre um entendimento que decide lideranças regionais à porta fechada.
O candidato presidencial André Ventura desafiou hoje o seu adversário, António José Seguro, para três debates durante uma campanha para a segunda volta e acusou o socialista de “querer fugir” à discussão por “medo do confronto”.
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, considerou que só perderá a segunda volta das eleições presidenciais "por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita".
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, pediu no domingo aos eleitores para que “não tenham medo da mudança” e disse ser uma “escolha segura” para o país, ao contrário do socialista António José Seguro.
António José Seguro e André Ventura foram os vencedores da primeira volta das presidenciais de domingo, marcando presença na disputa de 08 de fevereiro, numa eleição em que Luís Marques Mendes registou para o PSD o pior resultado de sempre em atos eleitorais.
O candidato presidencial André Ventura afirmou que irá agregar a direita a partir de hoje, face às projeções que indicam uma segunda volta das eleições entre o líder do CHEGA e António José Seguro, apoiado pelo PS.
O secretário-geral do CHEGA, Pedro Pinto, hoje que o país está perante “uma noite histórica” e manifestou-se confiante na passagem de André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais contra António José Seguro.
A influência às urnas para a eleição do próximo Presidente da República situava-se, até às 16h00 de hoje, nos 45,51%, segundos dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, acima do que se registou nas últimas eleições.
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, hoje que a campanha pôde ter sido mais esclarecedora mas apelou aos portugueses para que se mobilizassem e aproveitassem o “dia fantástico” para votar.