Cerca de 100 empresas fazem pacto para subir contratação jovem em 13% até 2026

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As 101 empresas signatárias do “Pacto para Mais e Melhores Empregos para os Jovens”, uma iniciativa promovida pela Fundação José Neves, reúnem-se hoje, em Lisboa, e estimam aumentar a contratação de jovens em 13% até 2026.

O “Pacto para Mais e Melhores Empregos para os Jovens” foi lançado em 19 de janeiro com as primeiras 50 empresas e hoje realiza-se, em Lisboa, a segunda reunião com objetivo de formalizar a adesão de 51 novas empresas, segundo um comunicado da fundação.

De acordo com a nota, o pacto conta agora com 101 empresas “com cerca de 76.000 milhões de euros de volume de negócios, 260.000 trabalhadores, dos quais 45.000 jovens”.

Na reunião de hoje, que se realiza no Picadeiro Real de Belém, com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa e a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, serão apresentadas as estimativas de impacto até 2026.

As empresas associadas estimam um “aumento de 13% dos jovens contratados”, bem como um crescimento em 9% dos jovens com contrato sem termo em 2026, indica a fundação.

Preveem ainda um aumento de 7% dos jovens com ensino superior com salários acima dos 1.320 euros em 2026 e uma subida de 3% dos jovens com ensino superior a trabalharem em funções adequadas ao seu nível de escolaridade.

Outro dos objetivos, segundo o comunicado, é o “aumento de 7% dos jovens que permaneceram nas empresas dois anos consecutivos em 2026”.

As empresas signatárias foram inquiridas pela Fundação José Neves acerca das soluções necessárias para ultrapassarem os desafios com vista a atingirem as metas do pacto.

Para atrair e reter jovens, as empresas defendem incentivos fiscais e benefícios para jovens trabalhadores, bem como políticas flexíveis de gestão do tempo de trabalho e de férias ou o reforço e valorização do ensino profissional.

No sentido de garantir emprego de qualidade aos jovens, as empresas propõem “condições salariais dignas e pacotes de benefícios atrativos”, “níveis remuneratórios mínimos de acordo com a qualificação dos jovens e a responsabilidade que assumam nas suas funções” ou “majorar apoios a empresas que investem em contratação permanente”.

Uma maior proximidade entre o mundo empresarial e a educação é outra das soluções apontadas.

Entre as 101 empresas do pacto incluem-se a Altice, a Bial, a Cuf, o BPI, a Brisa, os CTT, a EDP, a Galp, a NOS, a Vodafone, a REN, o Santander, a SIBS, a The Navigator, a Farfetch, a Bosh, a Logoplaste, a TAP, a ANA, o Banco de Portugal ou o Grupo BEL.

“As empresas signatárias do pacto reconhecem a urgência em atuar de forma estratégica e em unir esforços no sentido de promover o emprego dos jovens e de criar condições de emprego mais atrativas para estes, alinhadas com as expectativas individuais e nacionais”, explica a Fundação José Neves.

O presidente executivo da fundação, Carlos Oliveira, realça que “esta reunião de acompanhamento, para além de definir o grupo final de empresas aderentes, e que representa uma parte muito relevante do universo empresarial português, reforça o compromisso e o impacto potencial do pacto”.

A iniciativa conta com o alto patrocínio do Presidente da República, da Fundação José Neves e da Secretaria de Estado do Trabalho, sendo ainda entidades associadas a Associação Business Roundtable Portugal, o Conselho Nacional de Juventude (CNJ), o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e o Observatório do Emprego Jovem (OEJ).

O pacto considera jovens até aos 29 anos, inclusive, e as metas de progresso até 2026 são diferenciadas, “de acordo com a margem de progresso potencial de cada empresa, pelo que os compromissos de progresso poderão variar entre os 3 p.p. [pontos percentuais] e os 12 p.p. até 2026 nos vários indicadores”, explica a fundação.

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