16 Abril, 2024

Lucros exorbitantes dos bancos e a desigualdade social…

Depois da notícia da semana passada sobre os lucros exorbitantes da Caixa Geral de Depósitos (CGD) que aumentaram para 608 milhões de euros no primeiro semestre, uma subida de 25,2% face a igual período do ano passado, informação divulgada pelo banco, mas, contudo, a desigualdade social continua a ser um dos problemas mais graves enfrentados pela sociedade atual. Enquanto largos milhares de pessoas vivem em condições de extrema pobreza, os bancos continuam a acumular enorme lucro. Esta disparidade chama a atenção para a falta de imparcialidade no sistema financeiro e para a necessidade de uma distribuição mais justa da riqueza.

Os bancos desempenham um papel fundamental na economia global, fornecendo serviços financeiros essenciais para empresas e indivíduos em geral. No entanto, nos últimos anos, tem havido um crescente debate sobre a ética dos lucros dos bancos e sua contribuição para a desigualdade social.

Uma das principais críticas é o fato de que os bancos tem beneficiado enormemente da manipulação dos mercados e de práticas financeiras duvidosas. Durante a crise financeira de 2008, por exemplo, muitos bancos foram resgatados pelos Governos com dinheiro dos contribuintes, mas continuaram a pagar prémios milionários aos seus Diretores. Enquanto isso, milhares de pessoas perderam os seus empregos e suas casas devido à crise.

Além disso, os bancos desfrutam de privilégios fiscais significativos em muitos países. Isso significa que pagam menos impostos comparando com outras empresas e indivíduos de rendimento médio. A vantagem fiscal contribui para a concentração de riqueza nas mãos de poucos, agravando ainda mais a desigualdade social.

Outro fator importante é a diferença nos serviços financeiros disponíveis para os ricos e para os pobres. Enquanto os bancos oferecem uma ampla gama de produtos e serviços aos clientes ricos, como investimentos de retorno alto e gestão patrimonial, aqueles que não têm acesso a esses serviços são deixados para lidar com altas taxas de juros nos empréstimos e serviços bancários básicos.

Essa iniquidade no sistema financeiro torna extremamente difícil para os mais pobres escaparem da pobreza e alcançarem uma vida melhor. A falta de acesso a crédito acessível e a oportunidades de investimento impede que essas pessoas melhorem a sua situação financeira. Enquanto isso, os bancos continuam a acumular lucros exorbitantes!

No entanto, é importante ressaltar que nem todos os bancos são iguais… Alguns tem uma abordagem mais socialmente responsável e estão envolvidos em iniciativas para reduzir a desigualdade social. Oferecem produtos e serviços financeiros adaptados às necessidades das populações de baixo rendimento e investem em programas de inclusão financeira e social.

A regulamentação do setor financeiro é fundamental para garantir a equidade no sistema. É essencial que as políticas públicas estejam voltadas para a promoção da justiça social e para a redução da desigualdade, não apenas no setor bancário, mas em toda a economia. Isso significa combater a evasão fiscal, garantir que os impostos sejam pagos de forma justa e redistribuir a riqueza de forma mais equitativa.

Concluindo, a desigualdade social e o enorme lucro dos bancos estão interligados. O setor financeiro desempenha um papel-chave na economia, mas a sua prática tem de ser revista para reduzir a desigualdade. Além disso, é necessário um esforço conjunto entre governo, bancos e sociedade civil para promover um sistema financeiro mais justo e inclusivo, que contribua para a redução da desigualdade social e para uma distribuição mais equitativa da riqueza.

Os nossos idosos e famílias que não conseguem acompanhar a inflação, já que os gastos fixos duplicaram com a inflação, agora pergunto, o Estado Português não analisa a situação no seu global? Porquê?

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