Autarcas do Douro contra ULS que agravam “desigualdades” a aceder a saúde

© D.R

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Douro mostrou-se hoje contra o alargamento das Unidades Locais de Saúde (ULS), considerando que trarão “ainda maior desigualdade” no acesso à saúde na região e lamentou a exclusão dos autarcas do processo.

diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Fernando Araújo, anunciou esta semana uma “grande reforma” a partir de janeiro de 2024 com a criação de mais 31 ULS, que agregam os hospitais e os centros de saúde numa mesma instituição e gestão.

“Nas nossas costas o Governo levou por diante uma reforma que põe em causa os cuidados de saúde primários no Interior do país, neste caso, na região do Douro”, afirmou em comunicado a CIM que junta 19 municípios dos distritos de Bragança, Guarda, Vila Real e Viseu.

Neste território já estão em funcionamento as ULS do Nordeste (Bragança) desde 2011 e da Guarda (2008), e está prevista a criação da ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro, que agregará o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro com os Agrupamentos de Centros de Saúde do Alto Tâmega e do Barroso, do Douro I — Marão e Douro Norte (distrito de Vila Real) e do Douro II — Douro Sul (distrito de Viseu).

A comunidade intermunicipal defendeu que o modelo de ULS “trará ainda maior desigualdade no acesso aos cuidados de saúde na região do Douro e poderá comprometer o futuro dos centros de saúde nos concelhos”, sem, no entanto, concretizar de que forma isso acontecerá.

“O modelo apresentado é mau e é uma forma encapotada de esconder o problema do setor da saúde que há muito necessita de uma reforma de fundo, séria e comprometida com as regiões e com os autarcas, e não de decisões unilaterais, imponderadas e desajustadas, que excluem os decisores políticos locais e são tomadas sem considerar as necessidades reais das populações”, referiu.

A CIM Douro “lamentou profundamente que, mais uma vez, os autarcas tenham sido ignorados pelo poder central”, sustentando que o “Governo, que tem andado com tanta insistência, pressa e pressão para que os autarcas aceitem as competências da saúde, nunca teve o cuidado de tocar sequer neste tema da constituição das ULS”.

“Contudo, pela legitimidade que nos assiste como representantes das populações, não aceitamos este modelo de gestão do SNS”, garantiu a entidade.

Os autarcas do Douro “consideram este modelo de gestão do SNS desajustado” e, por isso, dizem que não podem “aceitar que concorra para aumentar as dificuldades de quem aqui teima em viver e trabalhar”.

“Exigimos que o modelo de gestão seja calibrado e vá ao encontro daquilo que são as realidades territoriais do Interior do país e não que se limite a replicar, a régua e esquadro, fórmulas do Litoral”, sublinhou a CIM.

Últimas de Política Nacional

O partido liderado por André Ventura pediu explicações em novembro do ano passado sobre a escalada dos preços dos alimentos. O requerimento foi aprovado, mas meses depois a Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agroalimentar (PARCA) ainda não apareceu, num momento em que o custo do cabaz alimentar continua a subir e a pressionar as famílias.
A Entidade para a Transparência (EpT) esclareceu hoje que aguarda a notificação dos acórdãos do Tribunal Constitucional (TC) para publicar a lista de clientes da Spinumviva e garantiu que aplicará o mesmo procedimento a outros titulares em situação idêntica.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou esta segunda-feira o PS de bloquear as eleições para os órgãos externos da Assembleia da República e de recusar que o seu partido indique um nome para o Tribunal Constitucional.
A possibilidade de realizar cirurgias de mudança de sexo em menores voltou a entrar no centro do debate político. Desta vez, através de uma proposta apresentada no Parlamento que pretende colocar um limite claro: nenhuma intervenção cirúrgica deste tipo antes da maioridade.
A presidente da Câmara de Benavente, Sónia Ferreira, atribuiu hoje pelouros ao vereador Frederico Colaço Antunes, do CHEGA, após um entendimento político entre a coligação AD (PSD/CDS) e o CHEGA (PSD/CDS).
Meses depois da passagem da tempestade Kristin, algumas estradas da região Centro continuam com problemas de circulação. Entre árvores derrubadas, sinalização danificada e equipamentos destruídos, há troços rodoviários que ainda apresentam constrangimentos para quem ali circula diariamente.
Francisco Rocha Gonçalves autorizou nova unidade de cirurgia cardíaca no Santo António, no Porto. Diretor do serviço é seu amigo pessoal, com quem terá passado férias no Algarve.
Empresa liderada por gestor acusado de corrupção celebrou contratos superiores a 25 milhões de euros com entidades públicas desde que foi conhecida a acusação do Ministério Público.
O presidente do CHEGA, André Ventura, lamentou hoje os “ataques e falta de sentido democrático” das associações e universidades que criticaram a presença do partido na Futurália, dizendo que houve uma “tentativa de censura”.
O CHEGA vai chamar ao parlamento o governador do Banco de Portugal (BdP) para explicar a reforma de Mário Centeno com “benefícios escandalosos”, anunciou hoje o presidente do partido, que disse ter existido um “acordo escondido”.