“Este é o pior Governo da nossa história”

O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou que o atual Governo é “o pior” da história portuguesa e desafiou os partidos à direita a mostrarem que constituem uma alternativa e que não são cúmplices do PS.

© Folha Nacional

“Este é o pior governo de sempre na nossa história, e este é o pior primeiro-ministro de sempre da nossa história”, afirmou, na abertura do debate parlamentar da moção de censura apresentada pelo CHEGA.

André Ventura considerou que este é um “Governo sem consistência, sem futuro e que não oferece aos portugueses nenhum futuro”.

“Conheço associações de reformados que jogam à bisca e à sueca à sexta-feira que têm mais consistência do que este Governo da República”, disse.

O líder do CHEGA afirmou que os partidos que anunciaram que votarão contra ou irão abster-se (como é o caso do PSD) na votação desta moção de censura que tem chumbo garantido “serão cúmplices de um Governo que tem destruído o país, cúmplices de um Governo que não tem soluções nem nada para dar senão a contínua destruição de Portugal”.

PS, BE, PCP, PAN e Livre vão votar contra e o PSD vai abster-se, ficando o CHEGA e a IL isolados no voto favorável nesta que é a terceira moção de censura desta legislatura.

No debate, Ventura desafiou aqueles que prometeram ser alternativa a terem uma “atitude de quem quer mesmo ser alternativa” e não escolherem “deitar-se com o PS”, considerando que é isso que pede o Presidente da República e também o país.

Rejeitando as críticas de que o a moção foi apresentada “fora do tempo, que é radical, exagerada ou inconveniente”, o presidente do CHEGA citou o fundador do PSD Francisco Sá Carneiro e afirmou: “O que eu gostava mesmo é que hoje todos os partidos do espaço não socialista pudessem dizer sem medo de se enganar somos alternativa, não temos medo, não nos calaremos ao socialismo”.

O deputado considerou que aqueles que decidirem “votar ao lado do PS” serão “cúmplices deste primeiro-ministro que é António Costa, e com isso serão julgados nas próximas eleições legislativas”.

Entre as justificações para a apresentação desta moção de censura, falou em “caos e descrédito” no Governo, sustentando que a “justiça não funciona, a saúde não dá consultas” e o “combustível e os bens essenciais não param de aumentar”.

Ventura considerou que o Governo está “a desfazer-se” e apontou a existência de “ministros fantasma”, nomeando o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, e o ministro das Infraestruturas, João Galamba.

Para o presidente de CHEGA, João Gomes Cravinho “já não é ministro de absolutamente nada” e “mantém-se apenas por capricho do primeiro-ministro”, enquanto João Galamba “é o ministro da pancadaria no ministério”.

Aludindo também à comissão parlamentar de inquérito à TAP, o líder do CHEGA classificou como “chocantes as indemnizações pagas”, por exemplo à ex-administradora e depois secretária de Estado, Alexandra Reis, e criticou a “utilização dos serviços de informações ao arrepio da lei” na recuperação do computador do antigo adjunto Frederico Pinheiro.

No que toca à saúde, André Ventura falou num “país do reino socialista” e apontou descoordenação, criticando a existência de mais de um milhão de portugueses sem médico de família.

Recordando a promessa feita pelo primeiro-ministro em 2016 de que todos os portugueses teriam médico de família no ano seguinte, Ventura comentou: “eis a credibilidade” de António Costa.

Em relação à habitação, André ventura considerou que o Governo deu “zero” opções para os portugueses com dificuldade em pagar rendas ou crédito à habitação e apontou que o “Mais Habitação”, vetado pelo Presidente da República, é “um programa digno de Otelo Saraiva de Carvalho”.

Últimas de Política Nacional

O Ministério Público acusou Diamantino Oliveira Lopes, eleito pelo PS para a Junta de Freguesia de Moreira do Rei e Várzea Cova, no concelho de Fafe, distrito de Braga, no mandato autárquico de 2017 a 2021, dos crimes de prevaricação e falsificação de documento, num procedimento de loteamento alegadamente destinado a beneficiar o próprio filho.
O líder do CHEGA saudou hoje o compromisso do Presidente da República de não dissolver o parlamento em caso de chumbo do Orçamento do Estado, mas avisou que esta posição "tem limites" e pode "esbarrar na realidade parlamentar".
O requerimento do CHEGA para ouvir presencialmente o coordenador operacional do INEM no Norte, Miguel Ângelo Santos, foi chumbado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM com votos contra de PS e PSD.
Após um confronto com a vice-presidente do Parlamento, Teresa Morais, o líder do CHEGA, André Ventura, decidiu abandonar o hemiciclo, acompanhado por toda a bancada do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, defendeu no Parlamento que o debate sobre racismo em Portugal está marcado por critérios diferentes consoante os casos, alertando para o que considera ser uma aplicação seletiva do conceito na sociedade, no desporto e no sistema político.
A audição na comissão de inquérito ao INEM expôs fragilidades nos sistemas informáticos da emergência médica. Confrontada pelo deputado do CHEGA, Pedro Frazão, a antiga responsável dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) reconheceu que os sistemas são antigos e que poderia ter havido maior intervenção.
O Ministério Público decidiu arquivar o processo que levou ao levantamento da imunidade parlamentar do deputado do CHEGA João Ribeiro. A decisão concluiu que não existem indícios que justifiquem a continuação da investigação.
O presidente do CHEGA, André Ventura, questionou o Governo sobre a resposta do Estado a portugueses que se encontram em zonas de conflito, defendendo que o Executivo deve garantir proteção e eventual repatriamento dos cidadãos nacionais em territórios afetados pela guerra.
O grupo parlamentar do CHEGA questionou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre o encerramento das urgências de obstetrícia dos hospitais do Barreiro e de Vila Franca de Xira, através de uma pergunta parlamentar entregue na Assembleia da República.
O primeiro-ministro regressa esta quarta-feira ao Parlamento para um debate quinzenal que será aberto pelo PS e deverá ficar marcado pelo conflito com o Irão e as condições de utilização pelos EUA da Base das Lajes.