Governo propõe ex-ministro socialista para o Tribunal de Contas Europeu

O ex-ministro das Finanças João Leão, a ex-presidente da AdC Margarida Matos Rosa e o professor de Direito José Renato Gonçalves são os três candidatos propostos pelo Governo para o Tribunal de Contas Europeu (TCE).

© portugal.gov.pt

A audição aos três candidatos indicados pelo Governo está agendada para esta terça-feira na Comissão de Assuntos Europeus, sendo este um dos requisitos previstos na lei para o processo de nomeação ao cargo de juiz do Tribunal de Contas Europeu.

O envio ao parlamento dos nomes dos três nomeados e o agendamento da respetiva audição em comissão surge depois de, no início de setembro, o eurodeputado Carlos Coelho ter questionado a Comissão Europeia sobre a inexistência, há já dois anos, de um membro português no Tribunal de Contas Europeu, na sequência da morte de João Figueiredo, em 2021.Em 12 de setembro, em resposta à Lusa sobre a demora e o andamento do processo, o gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Europeus indicou que o Governo se encontrava então “a ultimar o processo de nomeação”, pretendendo “enviar em breve à Assembleia da República os nomes dos três candidatos, para efeitos de audição prévia”, não dando mais informações.Segundo a legislação, após a escolha de três pessoas o executivo submete os seus currículos ao parlamento, onde decorrerão audições prévias na Comissão de Assuntos Europeus para avaliação da competência de cada nomeado.

Concluído este processo, o Governo escolhe um e submete esse nome às entidades europeias. O escolhido ainda tem de ser ouvido no Parlamento Europeu, para consulta, cabendo depois ao Conselho a nomeação ao cargo de juiz do Tribunal de Contas Europeu.

Assim, os membros do TCE – o auditor externo da UE – são propostos por cada Estado-membro e nomeados pelo Conselho da União Europeia após consulta ao Parlamento Europeu (PE).

Dos nomes que integram a lista de candidatos, o do ex-ministro das Finanças João Leão (que antecedeu Fernando Medina no cargo) chegou a ser avançado pelo jornal Político, há cerca de um ano.

Além de se confirmar o nome de João Leão, a lista proposta pelo Governo integra a ex-presidente da Autoridades da Concorrência (AdC) Margarida Matos Rosa e o professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa José Renato Gonçalves que, segundo a nota curricular disponível no site desta faculdade, faz parte da Direção do Instituto Europeu (IE) e tem, entre as suas áreas de investigação, as áreas de Direito da União Europeia, Direito Económico, Financeiro e Monetário, Direito Internacional Económico e Finanças Públicas.

Últimas de Economia

O átomo está de regresso ao centro do jogo energético europeu. A produção cresceu 4,8% em 2024, com França a liderar destacada e Berlim fora das contas. Segurança energética, preços e clima empurram o nuclear para a linha da frente.
Mais de 290 mil clientes da E-Redes continuavam às 06:30 de hoje sem fornecimento de energia em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, na quarta-feira, informou a empresa.
O total de depósitos de clientes particulares nos bancos que operam em Portugal ascendia a 201 mil milhões de euros no final de 2025, um máximo histórico segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal.
O montante total de empréstimos concedidos pelos bancos a particulares ('stock') era de 144,8 mil milhões de euros em 2025, mais 9% face ao final de 2024, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal.
Enquanto os rendimentos mais baixos recebem apoios e os mais altos sentem alívio fiscal, a maioria das famílias fica quase na mesma. Um estudo oficial mostra que o impacto das medidas fiscais de 2026 ignora, mais uma vez, a classe média.
O Banco Europeu de Investimento (BEI), instituição financeira da União Europeia (UE), anunciou hoje ter realizado um investimento recorde 100 mil milhões de euros em 2025 para apoiar a competitividade económica e a segurança europeias.
O indicador de confiança dos consumidores voltou a aumentar em janeiro, enquanto o indicador de clima económico diminui, após ter subido nos dois meses anteriores, segundo os inquéritos de conjuntura às empresas e consumidores divulgados hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias abrandou para os 15,1% na zona euro e a de investimento manteve-se estável nos 9,0% no terceiro trimestre de 2025 face ao período homólogo, divulga hoje o Eurostat.
Milhões de rendas pagam-se todos os meses em Portugal, mas a maioria não existe para as finanças. Seis em cada dez inquilinos vivem na ilegalidade, num mercado onde milhões de euros circulam fora do controlo fiscal e da proteção legal.
A despesa do Estado com subsídio de doença atingiu 885,2 milhões de euros em 2023, mais 57,3% face a 2018, revela uma auditoria do Tribunal de Contas divulgada hoje, que detetou falhas no preenchimento e controlo dos certificados.